Uma literatura deformada: alegoria e romance em Esaú e Jacó, de Machado de Assis
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Primeiro orientador
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Antonio Marcos Vieira Sanseverino
Roberto Alexandre do Carmo Said
Ana Laura dos Reis Corrêa
Marcus Vinicius de Freitas
Marcos Rogerio Cordeiro Fernandes
Roberto Alexandre do Carmo Said
Ana Laura dos Reis Corrêa
Marcus Vinicius de Freitas
Marcos Rogerio Cordeiro Fernandes
Resumo
Este trabalho procura analisar a presença da alegoria no romance Esaú e Jacó (1904), de Machado de Assis. As análises procuram mostrar o processo de tensionamento entre a forma alegórica e os elementos constitutivos do romance realista do século XIX e discutir como essa forma, introduzida como uma espécie de corpo estranho no romance, ganha valor estético pelo uso específico da sátira, que incide exatamente sobre o procedimento alegórico e produz uma forma própria de funcionamento do
modo alegórico dentro de um romance realista. O tratamento com o texto está pautado por dois eixos fundamentais, que se pretende sintetizar: de um lado, as consequências formais do uso da alegoria, especialmente no que se refere ao tempo, ao duplo e ao narrador; de outro lado, os materiais históricos concretos que são tratados alegoricamente, a saber, o episódio do Encilhamento e a transição republicana. O argumento fundamental é que o modo alegórico de representação não é aleatório,
mas está inscrito na manifestação específica desses três fenômenos. Como ponto de fuga para os argumentos desenvolvidos está a discussão sobre o lugar de Machado
de Assis na história literária nacional, como apresentada por Antonio Candido em sua Formação da literatura brasileira (1959), uma vez que a presença de alegorias na
composição de seu romance mostra um escritor que se distancia da conjugação de representação social e análise psicológica. A tese procura defender, nesse ponto, que
a presença da alegoria seria um indício formal de que o processo formativo chega a uma conclusão incompleta.
Abstract
This work seeks to analyze the presence of allegory in the novel Esaú e Jacó (1904), by Machado de Assis. The analyzes seek to show the tension between the allegorical form and the constituent elements of the 19th century realistic novel and discuss how
this form, introduced as a kind of foreign body in the novel, gains aesthetic value through the specific use of satire, which affects exactly on the allegorical procedure and produces a specific way of functioning of the allegorical mode within a realistic novel. The treatment of the text is guided by two fundamental axes, which we intend to synthesize: on the one hand, the formal consequences of the use of allegory, especially with regard to time, the double and the narrator; on the other hand, the concrete historical materials that are treated allegorically, namely, the Encilhamento episode and the republican transition. The fundamental argument is that the allegorical mode of representation is not random but is inscribed in the specific manifestation of these three phenomena. As a vanishing point for the arguments developed is the discussion about the place of Machado de Assis in national literary history, as
presented by Antonio Candido in his Formação da Literatura Brasileira (1959), since the presence of allegories in the composition of his novel shows a Machado de Assis who distances himself from the combination of social representation and psychological
analysis. The thesis seeks to argue, at this point, that the presence of the allegory would be a formal indication that the formative process reaches an incomplete conclusion.
Assunto
Assis, Machado de, 1839-1908. – Esaú e Jacó – Crítica e interpretação, Ficção brasileira – História e crítica, Simbolismo na literatura, Literatura e sociedade
Palavras-chave
Romance, Alegoria, Machado de Assis, Formação
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