Uma literatura deformada: alegoria e romance em Esaú e Jacó, de Machado de Assis

dc.creatorFilipe de Freitas Gonçalves
dc.date.accessioned2025-02-03T15:05:53Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:01:35Z
dc.date.available2025-02-03T15:05:53Z
dc.date.issued2024-12-10
dc.description.abstractThis work seeks to analyze the presence of allegory in the novel Esaú e Jacó (1904), by Machado de Assis. The analyzes seek to show the tension between the allegorical form and the constituent elements of the 19th century realistic novel and discuss how this form, introduced as a kind of foreign body in the novel, gains aesthetic value through the specific use of satire, which affects exactly on the allegorical procedure and produces a specific way of functioning of the allegorical mode within a realistic novel. The treatment of the text is guided by two fundamental axes, which we intend to synthesize: on the one hand, the formal consequences of the use of allegory, especially with regard to time, the double and the narrator; on the other hand, the concrete historical materials that are treated allegorically, namely, the Encilhamento episode and the republican transition. The fundamental argument is that the allegorical mode of representation is not random but is inscribed in the specific manifestation of these three phenomena. As a vanishing point for the arguments developed is the discussion about the place of Machado de Assis in national literary history, as presented by Antonio Candido in his Formação da Literatura Brasileira (1959), since the presence of allegories in the composition of his novel shows a Machado de Assis who distances himself from the combination of social representation and psychological analysis. The thesis seeks to argue, at this point, that the presence of the allegory would be a formal indication that the formative process reaches an incomplete conclusion.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79605
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectAssis, Machado de, 1839-1908. – Esaú e Jacó – Crítica e interpretação
dc.subjectFicção brasileira – História e crítica
dc.subjectSimbolismo na literatura
dc.subjectLiteratura e sociedade
dc.subject.otherRomance
dc.subject.otherAlegoria
dc.subject.otherMachado de Assis
dc.subject.otherFormação
dc.titleUma literatura deformada: alegoria e romance em Esaú e Jacó, de Machado de Assis
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Marcos Rogério Cordeiro Fernandes
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9503179036205972
local.contributor.referee1Antonio Marcos Vieira Sanseverino
local.contributor.referee1Roberto Alexandre do Carmo Said
local.contributor.referee1Ana Laura dos Reis Corrêa
local.contributor.referee1Marcus Vinicius de Freitas
local.contributor.referee1Marcos Rogerio Cordeiro Fernandes
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9523728818360015
local.description.embargo2026-12-10
local.description.resumoEste trabalho procura analisar a presença da alegoria no romance Esaú e Jacó (1904), de Machado de Assis. As análises procuram mostrar o processo de tensionamento entre a forma alegórica e os elementos constitutivos do romance realista do século XIX e discutir como essa forma, introduzida como uma espécie de corpo estranho no romance, ganha valor estético pelo uso específico da sátira, que incide exatamente sobre o procedimento alegórico e produz uma forma própria de funcionamento do modo alegórico dentro de um romance realista. O tratamento com o texto está pautado por dois eixos fundamentais, que se pretende sintetizar: de um lado, as consequências formais do uso da alegoria, especialmente no que se refere ao tempo, ao duplo e ao narrador; de outro lado, os materiais históricos concretos que são tratados alegoricamente, a saber, o episódio do Encilhamento e a transição republicana. O argumento fundamental é que o modo alegórico de representação não é aleatório, mas está inscrito na manifestação específica desses três fenômenos. Como ponto de fuga para os argumentos desenvolvidos está a discussão sobre o lugar de Machado de Assis na história literária nacional, como apresentada por Antonio Candido em sua Formação da literatura brasileira (1959), uma vez que a presença de alegorias na composição de seu romance mostra um escritor que se distancia da conjugação de representação social e análise psicológica. A tese procura defender, nesse ponto, que a presença da alegoria seria um indício formal de que o processo formativo chega a uma conclusão incompleta.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Literários

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