Belo Horizonte: percebendo a cidade a partir da vegetação urbana

dc.creatorBárbara Rodrigues dos Santos Paes
dc.date.accessioned2023-11-14T12:47:31Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:40:57Z
dc.date.available2023-11-14T12:47:31Z
dc.date.issued2022-12-12
dc.description.abstractAs a result of the urbanization process, natural vegetation has been one of the most impacted environmental components, with loss of coverage and alteration of structure and floristic composition, isolated in fragments within the urban area. Biodiversity in urban planning offers differentiated treatments through power relations, which result in a specific distribution of environmental attributes and natural resources. In this context, the research evaluated the density of vegetation cover in the municipality of Belo Horizonte between the years 1984 and 2021, using the Normalized Difference Vegetation Index (NDVI), in order to assess its dynamics in the city's urbanization process. The data demonstrate a significant loss of vegetation throughout the municipality, occurring spatially and unevenly within the intra-urban territory, with protected green areas playing a fundamental role in maintaining vegetation over the analyzed period. Based on the premise that internal inequalities within cities are expressions of physical and environmental changes in flows and socio-environmental practices, and dependent on historical, cultural, political, or economic conditions, this article aims to evaluate whether social and economic aspects influence the spatial distribution of vegetation density in the city of Belo Horizonte, Minas Gerais. The vegetation density was estimated using the NDVI (Normalized Difference Vegetation Index) from Landsat 5 imagery for the year 2010 and analyzed using Global Moran's I and Local Indicators of Spatial Association (LISA), demonstrating that vegetation occurs with a spatially and unevenly extending effect within the intra-urban territory. The vegetation data were also correlated using Geographically Weighted Regression (GWR) analysis with social and economic data from the IBGE census (2010). The results demonstrate that the socioeconomic reality explains part of the observed vegetation variability. GWR analyses show significant values (R2 greater than 0.70) occurring throughout the intra-urban area, but heterogeneously, without a general explanation that applies to the entire municipality, suggesting place-scale effects or neighborhood effects. The findings contribute to discussions on the relationship between vegetation density and models of compact and dispersed cities, hierarchies of social and racial inequality, urban agriculture, and street tree planting, demonstrating the complexity of the environmental relationship in urban area, reflected in the attribute of vegetation.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/60945
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subject. Vegetação urbana
dc.subjectBelo Horizonte (MG) – Aspectos sociais
dc.subjectIgualdade
dc.subjectSensoriamento remoto
dc.subjectAnálise de regressão
dc.subject.othervegetação urbana
dc.subject.othersérie histórica
dc.subject.otherdesigualdade social
dc.subject.otherGWR
dc.subject.otherNDVI
dc.titleBelo Horizonte: percebendo a cidade a partir da vegetação urbana
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Ricardo Alexandrino Garcia
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8353755524805376
local.contributor.referee1Sônia Maria Carvalho Ribeiro
local.contributor.referee1Douglas Sathler dos Reis
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5138802189635106
local.description.resumoComo resultado do processo de urbanização, a vegetação natural foi um dos componentes ambientais mais impactados, com perda da cobertura e alteração da estrutura e composição florística, isoladas em fragmentos na malha urbana. A biodiversidade no planejamento urbano, oferece tratamentos diferenciados, mediante as relações de poder, que dão lugar a uma determinada distribuição dos atributos do meio ambiente e recursos naturais. Nesse contexto, a pesquisa avaliou a partir do NDVI (Índice de Vegetação com Diferença Normalizada) a densidade da cobertura vegetal do município de Belo Horizonte, entre os anos de 1984 e 2021, a fim de avaliar sua dinâmica no processo de urbanização da cidade. Os dados demonstram que houve significativa de vegetação em todo o município e ocorre com efeito que se estende espacialmente e de forma desigual no território intraurbano, com as áreas verdes protegidas exercendo papel fundamental na manutenção da vegetação ao longo do período analisado. Partindo-se da premissa que as desigualdades internas das cidades são expressões de um caráter da mudança física e ambiental de fluxos e práticas socioambientais e dependentes das condições históricas, culturais, políticas ou econômicas, este artigo tem como objetivo avaliar se aspectos sociais e econômicos influenciam na distribuição espacial da densidade de vegetação na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. A densidade da vegetação foi estimada por meio do NDVI (Índice de Vegetação com Diferença Normalizada) da imagem Landsat 5 para o ano de 2010 e analisada a partir do Índice de Moran Global (Moran’s I) e Local (LISA), demonstrando que a vegetação ocorre com efeito que se estende espacialmente e de forma desigual no território intraurbano. Os dados da vegetação também foram correlacionados a partir da Análise de Regressão Espacial Geograficamente Ponderado (GWR), com dados sociais e econômicos do censo IBGE (2010). Os resultados demonstram que a realidade socioeconômica explica parte da variabilidade da vegetação observada. As análises do GWR demonstram valores significativos (R2 maior que 0,70) ocorrendo em todo o espaço intraurbano, ocorrendo, contudo, de forma heterogênea, não existindo uma explicação geral, que se aplique a todo o município, sugerindo, portanto, efeitos na escala do lugar ou efeito bairro. Os resultados encontrados permeiam discussões de relações da densidade de vegetação com modelos de cidade compacta e cidade difusa, hierarquias da desigualdade social e racial, agricultura urbana e arborização viária, demonstrando a complexidade da relação ambiental no espaço urbano, refletida no atributo da vegetação.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentIGC - DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Geografia

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