As pontas de uma estrela: poéticas do silêncio em Macabéa e Ponciá
| dc.creator | Cristiane Felipe Ribeiro de Araujo Cortes | |
| dc.date.accessioned | 2019-08-14T15:41:04Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:55:27Z | |
| dc.date.available | 2019-08-14T15:41:04Z | |
| dc.date.issued | 2016-12-12 | |
| dc.description.abstract | This research seeks to outline a silent poetry grounded on possible readings based on wordless / silenced subjects. Our work has dwelled on texts by female authors and on works dealing with gender and subaltern relations. From a wide-ranging array of possibilities, we chose to work with Clarice Lispectors A hora da Estrela as well as Ponciá Vicêncio and the short novel Macabéa, Flor de Mulungu both by Conceição Evaristo. These selections rationale is that in all these works a literary discourse will translate these kept-down womens silencing in a very peculiar way. Moreover, there is a direct straightforward dialogue between the character Macabéa (in A hora da estrela) and Conceição Evaristos Flor de Mulungu short story. Inter-character closeness is due to both to the alterity theme itself and to the fact that these females are typically oppressed in major cities, yet they keep a rather peculiar silence. Poetry of silence is a concept linked to literary performance such silence seen as a sharply piercing outcry reverberating a lifetime of absence and emptiness, but never submission. Silence in this case will be deemed to be power. It will also mean a hopeful possibility to stand up against capitalist societies ramming down our throats a transformation of essence into sheer merchandise indeed, a firefly adamantly resisting amidst post-modernitys enticing limelight. This leads the reader to reflect on these females silencing, as an exercise of both alterity and acknowledgement. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/LETR-ATBPKJ | |
| dc.language | Português | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Alteridade | |
| dc.subject | Mulheres e literatura | |
| dc.subject | Silêncio na literatura | |
| dc.subject | Ficção brasileira Historia e critica | |
| dc.subject | Evaristo, Conceição , 1946- Macabéa, Flor de mulungu Crítica e interpretação | |
| dc.subject | Lispector, Clarice , 1920-1977 Hora da estrela Crítica e interpretação | |
| dc.subject | Evaristo, Conceição , 1946- Ponciá Vicencio Crítica e interpretação | |
| dc.subject.other | Poéticas do silêncio | |
| dc.subject.other | Literatura Brasileira | |
| dc.subject.other | Escrita de mulheres | |
| dc.title | As pontas de uma estrela: poéticas do silêncio em Macabéa e Ponciá | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Marcos Antonio Alexandre | |
| local.contributor.referee1 | Constancia Lima Duarte | |
| local.contributor.referee1 | Eduardo de Assis Duarte | |
| local.contributor.referee1 | Adélcio de Sousa Cruz | |
| local.contributor.referee1 | Terezinha Taborda Moreira | |
| local.description.resumo | Esta pesquisa objetiva traçar as poéticas do silêncio a partir das possíveis leituras que podem ser feitas dos sujeitos silenciosos/silenciados. Nosso recorte estará nos textos de autoria feminina e nas obras que tratam de gênero e subalternidade. Da gama de possibilidades, optamos por trabalhar com A hora da estrela, de Clarice Lispector, Ponciá Vicêncio e o conto Macabéa, Flor de Mulungu, ambos de Conceição Evaristo. A escolha das obras justifica-se pelo fato de que tanto na narrativa desta quanto daquela há uma elaboração do discurso literário que traduzirá o silenciamento das mulheres subalternas de forma muito particular, além do diálogo direto entre a personagem Macabéa, em A hora da estrela, e o conto Flor de Mulungu, de Conceição Evaristo. As protagonistas aproximam-se não apenas pela temática da alteridade, mas também por insurgirem como mulheres subalternas oprimidas nas grandes capitais que carregam uma mudez peculiar. A poética do silêncio é um conceito ligado à performance literária, pois enxerga o silêncio como um grito agudo capaz de reverberar uma vida de ausências. O silêncio, neste caso, será lido como potência e possibilidade de resistir a uma imposição das sociedades capitalistas, que transformam sujeitos em mercadoria; um poema mudo, um vaga-lume que resiste em meio aos holofotes da pós-modernidade e leva o leitor a refletir sobre o silenciamento imposto a essas mulheres, num exercício de alteridade e reconhecimento. | |
| local.publisher.initials | UFMG |
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