A comunidade e os produtores da criminalidade: efeitos do convívio
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Antonio Augusto Pereira Prates
Otavio Soares Dulci
Otavio Soares Dulci
Resumo
Pretendemos analisar as condições sociológicas e sociais que propiciaram uma dada interpretação do comportamento criminoso por parte dos moradores do Conjunto Esperança e Vila CEMIG. Assim, tentando argumentar que o comportamento criminoso não só é comum como também é muito cotidiano, mostramos que não existe uma relação causal com classe social. Mas apesar de não ter uma relação causal com pobreza, foi a criminalidade que chamou a atenção das autoridades para as favelas que, desde a década de 40 do século passado, eram vista como o covil de criminosos. Esse estereótipo da favela volta à cena a partir da década de 80 com o advento do tráfico de cocaína e mais uma vez a identidade do favelado é construída em torno da idéia das favelas como um problema de segurança pública. Enquanto isso, dentro das favelas, moradores e bandidos desenvolvem estratégias de sobrevivência. E tanto o comportamento dos moradores são limitados pela presença dos produtores da criminalidade quanto o comportamento desses atores também é limitado pela presença de uma população que impõe seu ritmo de vida de forma a tencionar a linha tênue que separa os estilos de vida de moradores e bandidos que dividem um mesmo espaço físico e social. Tênue porque o julgamento dos atos criminosos pelos moradores não está subordinado à códigos penais e sim aos sentimentos de honra masculina, de pertencimento a um pedaço ou à crença em uma justiça que, tardia ou não, se cumpriu.
Abstract
Assunto
Criminalidade urbana, Sociologia, Classes sociais
Palavras-chave
Sociologia, Comunidade, Criminalidade