A Construção Épica na Amazônia no Poema Muhuraida, de Henrique João Wilkens

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Alcir Pecora
Gunther Karl Pressler
Tereza Virginia R Barbosa
Maria Ines de Almeida

Resumo

Partindo da leitura dos poemas épicos da segunda metade do século XVIII - O Uraguay (1769), de José Basílio da Gama, e Caramuru (1781), de Santa Rita Durão -, este trabalho busca a inserção do épico Muhuraida (1785), de Henrique João Wilkens, na tradição literária brasileira como texto fundador da literatura amazônica. Utilizando elementos da força político-administrativa das capitanias do Norte do Brasil e da presença poderosa das ordens religiosas na Amazônia, Muhuraida instaura-se com particular interesse para a formação cultural daquela região, marcada por um movimento constante de contradições a ambigüidades, próprio do texto ficcional de Wilkens. Ao contribuir para que a obra épica de Henrique João Wilkens seja inserida na nossa tradição literária, este trabalho também se ocupa em articular os signos que circulam sob a forma de elementos estético-literários, histórico-geográficos e político-ideológicos presentes tanto na narrativa de Muhuraida quanto na pretensa objetividade da correspondência oficial, entre os séculos XVIII e XIX, envolvendo o próprio Wilkens e outros atores do extermínio dos índios Mura. A percepção dos diálogos entre ficção e História, que o poema de Wilkens evoca, também auxilia no entendimento da construção ideológica do colonizador sobre o índio, tido e havido como encarnação do Mal e do atraso econômico da região.

Abstract

Assunto

Literatura brasileira Amazônia, Literatura e história, Poesia épica brasileira, Amazonia na literatura, Indios Mura Poesia, Wilkens, Henrique João Muhuraida, ou, O triunfo da fé, 1785 Crítica e interpretação

Palavras-chave

texto ficcional, tradição literária brasileira, poemas épicos

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