Comparação de testes diagnósticos para detecção de Anemia infecciosa equina
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Giliane de Souza Trindade
Bruno Marques Teixeira
Jônatas Santos Abrahão
Grazielle Pereira Oliveira
Bruno Marques Teixeira
Jônatas Santos Abrahão
Grazielle Pereira Oliveira
Resumo
Anemia infecciosa equina (AIE) é uma das principais doenças veterinárias que afeta
equídeos no Brasil, com notificação obrigatória ao Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (MAPA). Entre 2000 e 2023, foram registrados aproximadamente
145.000 casos, sendo que esse número pode estar significativamente abaixo da
realidade, uma vez que muitos casos podem não ser notificados. Causada pelo Vírus
da anemia infecciosa equina (EAIV), essa doença não possui vacina ou tratamento
específico. O principal método controle é o diagnóstico precoce, seguido da eutanásia
dos animais positivos. O objetivo deste estudo foi a padronização de um teste de
ELISA, utilizando a proteína recombinante do capsídeo viral (p26) tanto na
sensibilização das placas quanto como conjugado para reconhecimento dos
anticorpos específicos contra p26, com intuito de melhorar a especificidade do ensaio.
O estudo demonstrou que o novo teste ELISA apresentou excelente capacidade de
diferenciar amostras positivas e negativas, com mínima reação inespecífica e
ausência de resultados indeterminados. Amostras positivas e negativas no teste de
IDGA foram usadas para comparar com os resultados obtidos no novo teste, que
gerou resultados de 100% de especificidade e 84% de sensibilidade. O conjugado p26
apresentou alta estabilidade nos testes de vida acelerada, evidenciando sua
durabilidade. Além disso, o teste superou algumas limitações do padrão ouro (IDGA)
para essa doença, proporcionando baixa subjetividade nas análises dos resultados e
reduzindo significativamente o tempo de diagnóstico para cerca de 2 horas. Ademais,
o teste tem capacidade de processar até 90 amostras simultaneamente em unicata
em uma mesma placa. Com um aumento de aproximadamente 32% na sensibilidade,
mantendo a especificidade do IDGA, observou-se uma forte correlação entre o teste
desenvolvido e o teste de ELISA gp90. Portanto, o ensaio se mostra promissor para
uma distinção mais eficiente entre amostras positivas e negativas, além eliminar os
resultados indeterminados, o que contribui para uma maior confiabilidade dos dados.
Abstract
Equine infectious anemia (EIA) is one of the main veterinary diseases affecting equids
in Brazil and is subject to mandatory reporting according to the Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Between 2000 and 2023,
approximately 145,000 cases were reported, and this number may still be significantly
lower than the actual cases in the country. Caused by the Equine infectious anemia
virus (EIAV), this disease has no vaccine or specific treatment. The primary method of
control involves early diagnosis, followed by the euthanasia of positive animals.The
aim of this study was to standardize an ELISA test using the recombinant viral capsid
protein (p26) both for plate sensitization and as a conjugate for the recognition of
specific antibodies against p26, thereby improving the specificity of the assay. The
study demonstrated that the new ELISA test had an excellent capacity to differentiate
positive and negative samples, with minimal nonspecific reactions and no
indeterminate results. Positive and negative samples from the IDGA test were used to
compare the results obtained with the new test, which showed impressive outcomes
with 100% specificity and 84% sensitivity. The p26 conjugate demonstrated high
stability in accelerated shelf-life tests, showing both stability and durability.
Furthermore, the test overcame some limitations of the gold standard for this disease
(IDGA), providing low subjectivity in result analysis and significantly reducing the
diagnostic time to about 2 hours, with the capacity to process up to 90 samples
simultaneously on the same plate. With an approximately 32% gain in sensitivity, while
maintaining the specificity of the IDGA, a strong correlation between the developed
test and the conventional ELISA gp90 test was observed. Therefore, the assay shows
promise for more efficient differentiation of positive and negative samples, eliminating
indeterminate results, which contributes to greater data reliability
Assunto
Microbiologia, Anemia Infecciosa Equina, Ensaio de Imunoadsorção Enzimática, Proteínas Recombinantes
Palavras-chave
Anemia infecciosa equina, Padronização, ELISA, p26
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