Intervenções estruturantes na urbanização de assentamentos precários: o caso da Vila Nossa Senhora de Fátima

dc.creatorEduardo Moutinho Ramalho Bittencourt
dc.date.accessioned2019-08-14T18:46:43Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:19:22Z
dc.date.available2019-08-14T18:46:43Z
dc.date.issued2014-08-27
dc.description.abstractSlums and other forms of poor people's dwelling in Brazilian cities aren't an undesirable outcome of urban growth. Those informal seizures reflect urban spoliation and different paths to wealth accumulation in the production of cities. State, planning and urbanization are decisive portions of this project, by reinforcing the conditions that prevent those inhabitants from having access to the city. Slum upgrading (UAP, from the Portuguese acronym) appear today as the State's response in order to unwind the historical background of governmental neglect towards those settlements. This is the end result of a long process, in which social movements, academia, multilateral agencies such as ONU-Habitat, and local government officials took part. UAP has become consolidated public policy and has been intensely reproduced in all Brazilian cities. In the last 20 years, slum improvement in Belo Horizonte has converged towards the structural intervention model known as "Vila Viva" Program, which promotes extensive improvements in slums with the aim of ensure them the same conditions as the rest of the city. These actions have produced numerous social and spatial impacts in the slums where they have been attempted. This study follows the hypothesis that this model has not been successful, due to contradictions in discourse and practice regarding this kind of UAP. We analyze the models influencing its conception and contrast them with the reality of the "improved" slum, using data from interviews with the main stakeholders of urbanization as production of spaces (which are the dwellers and government officials) in Vila Nossa Senhora de Fátima (one of the intervention sites).
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-9QRGXR
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEspaço urbano
dc.subjectAssentamentos humanos
dc.subjectPlanejamento urbano
dc.subjectFavelas
dc.subjectArquitetura
dc.subject.otherProdução social do espaço
dc.subject.otherPrograma Vila Viva
dc.subject.otherUrbanismo
dc.subject.otherIdeologia
dc.subject.otherassentamentos precários
dc.subject.otherFavela
dc.subject.otherUrbanização de
dc.titleIntervenções estruturantes na urbanização de assentamentos precários: o caso da Vila Nossa Senhora de Fátima
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Denise Morado Nascimento
local.contributor.referee1Margarete Maria de Araujo Silva
local.contributor.referee1Rogerio Palhares Zschaber de Araujo
local.description.resumoA favela e as outras formas de moradia da população pobre nas cidades brasileiras não são um efeito indesejado do crescimento urbano. Estas ocupações informais são reflexos da espoliação urbana e das formas de acumulação de riquezas na produção da cidade. O Estado, o planejamento e a urbanização participam deste processo decisivamente, reforçando as condições que impedem o acesso desta população à cidade. As ações de urbanização de assentamentos precários (UAP) apresentam-se hoje como a resposta do Estado para reverter o quadro histórico de abandono destes assentamentos pelo poder público. Resultado de um longo processo, em que participaram os movimentos sociais, a academia, as agências multilaterais como a ONU-Habitat, e os técnicos dos governos locais, a UAP tornou-se uma política pública consolidada e tem sido reproduzida, com grande intensidade, por todas as cidades brasileiras. Nos últimos 20 anos, a urbanização de favelas em Belo Horizonte convergiu para o modelo de intervenções estruturantes, conhecido pelo Programa Vila Viva, que promove grandes transformações nas favelas, visando conferir a elas condições análogas ao resto da cidade. Estas ações têm produzido inúmeros impactos sócio espaciais nas favelas em que atuam. A pesquisa parte da hipótese que este modelo não tem se realizado, por conta das contradições presentes no discurso e na prática desta forma de UAP. São analisados os modelos que influenciaram a sua construção e estabelecidos contrapontos com a realidade da favela urbanizada, a partir de entrevistas realizadas com os principais atores envolvidos na produção do espaço pela urbanização (moradores e técnicos do governo), na Vila Nossa Senhora de Fátima.
local.publisher.initialsUFMG

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