Violência e indeterminação em Grande sertão: veredas e outras estórias de Guimarães Rosa

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Tese de doutorado

Título alternativo

Primeiro orientador

Membros da banca

Georg Otte
Marli de Oliveira Fantini Scarpelli
João Batista Santiago Sobrinho
Roberto Antônio Penedo do Amaral

Resumo

Este estudo se propõe à análise das narrativas de violência e suas indeterminações na obra de Guimarães Rosa. Para tanto, estabeleceu-se uma aproximação entre o escritor mineiro e o filósofo franco-argelino Jacques Derrida. A partir do caráter altamente indecidível e indeterminante da escritura de João Guimarães Rosa, a leitura de Grande Sertão: Veredas e de narrativas como Desenredo, a série Zoo de Ave, Palavra, Meu tio o Iauaretê foi feita a luz de operadores textuais derridianos, tais como destinerrância, ex-apropriação, différance, soberania, acontecimento, falogocentrismo. Tal indecidibilidade terminou por fazer duas frentes de leitura: de um lado, leu-se o texto rosiano à luz da escritura derridiana, de outro, pode-se afirmar que também o texto derridiano foi lido à luz da escritura rosiana. Para tanto, foi necessária a atenção à força dos paradoxos e das aporias dessas duas escritas, de tal modo que o trabalho não faz a pergunta metafísica que é da ordem do que é? ou do como é? a violência na escritura rosiana. Assim, a análise se desdobra na tarefa de verificar como o texto rosiano põe em questão uma série de postulados da metafísica que regula os sentidos e aponta para um caminho em que estes deslizam e não se fixam em categorizações rígidas, valendo o axioma: "tudo é e não é".

Abstract

This study aims to analyze the narratives of violence and their indeterminations in the work of Guimarães Rosa. For this purpose, an agreement was established between the writer from Minas Gerais state and the French-Algerian philosopher Jacques Derrida. From the undecidable and indeterminate character of the writing of João Guimarães Rosa, the reading of Grande Sertão: Veredas and narratives such as "Desenredo", the series "Zoo" de Ave, Palavra, "Meu tio o Iauaretê" were made based of derrideans "textual operators" such as "destinerrance, "ex-appropriation," "différance", "sovereignty", "event", "phallogocentrism". This undecidability ended up by making two reading fronts: on the one hand, the rosian text was read in the light of derridean writing, on the other hand, it can be said that the derridean text was also read in the light of writing of João Guimarães Rosa. Thus, it was necessary to focus in the strength of the paradoxes and aporias of these two writings. So, the work does not ask the metaphysical question in order to explain "what is it?" or "of what is it?" the violence in rosians writing. Therefore, the analysis unfolds in the task of verifying how the rosians text calls into question a series of postulates of metaphysics that regulates the senses and points to a path in which they slide and do not fix themselves in rigid categorizations, using the axiom: "everything is and is not".

Assunto

Mal na literatura, Ficção brasileira Historia e critica, Rosa, João Guimarães , 1908-1967 Grande sertão : veredas Crítica e interpretação, Violência na literatura

Palavras-chave

Aporia, Jacques Derrida, Indecidibilidade, Paradoxo, Violência, Guimarães Rosa

Citação

Departamento

Curso

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por