Violência e indeterminação em Grande sertão: veredas e outras estórias de Guimarães Rosa

dc.creatorJosue Borges de Araujo Godinho
dc.date.accessioned2019-08-12T21:21:19Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:08:23Z
dc.date.available2019-08-12T21:21:19Z
dc.date.issued2017-11-28
dc.description.abstractThis study aims to analyze the narratives of violence and their indeterminations in the work of Guimarães Rosa. For this purpose, an agreement was established between the writer from Minas Gerais state and the French-Algerian philosopher Jacques Derrida. From the undecidable and indeterminate character of the writing of João Guimarães Rosa, the reading of Grande Sertão: Veredas and narratives such as "Desenredo", the series "Zoo" de Ave, Palavra, "Meu tio o Iauaretê" were made based of derrideans "textual operators" such as "destinerrance, "ex-appropriation," "différance", "sovereignty", "event", "phallogocentrism". This undecidability ended up by making two reading fronts: on the one hand, the rosian text was read in the light of derridean writing, on the other hand, it can be said that the derridean text was also read in the light of writing of João Guimarães Rosa. Thus, it was necessary to focus in the strength of the paradoxes and aporias of these two writings. So, the work does not ask the metaphysical question in order to explain "what is it?" or "of what is it?" the violence in rosians writing. Therefore, the analysis unfolds in the task of verifying how the rosians text calls into question a series of postulates of metaphysics that regulates the senses and points to a path in which they slide and do not fix themselves in rigid categorizations, using the axiom: "everything is and is not".
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/LETR-AUALBU
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMal na literatura
dc.subjectFicção brasileira Historia e critica
dc.subjectRosa, João Guimarães , 1908-1967 Grande sertão : veredas Crítica e interpretação
dc.subjectViolência na literatura
dc.subject.otherAporia
dc.subject.otherJacques Derrida
dc.subject.otherIndecidibilidade
dc.subject.otherParadoxo
dc.subject.otherViolência
dc.subject.otherGuimarães Rosa
dc.titleViolência e indeterminação em Grande sertão: veredas e outras estórias de Guimarães Rosa
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Claudia Campos Soares
local.contributor.referee1Georg Otte
local.contributor.referee1Marli de Oliveira Fantini Scarpelli
local.contributor.referee1João Batista Santiago Sobrinho
local.contributor.referee1Roberto Antônio Penedo do Amaral
local.description.resumoEste estudo se propõe à análise das narrativas de violência e suas indeterminações na obra de Guimarães Rosa. Para tanto, estabeleceu-se uma aproximação entre o escritor mineiro e o filósofo franco-argelino Jacques Derrida. A partir do caráter altamente indecidível e indeterminante da escritura de João Guimarães Rosa, a leitura de Grande Sertão: Veredas e de narrativas como Desenredo, a série Zoo de Ave, Palavra, Meu tio o Iauaretê foi feita a luz de operadores textuais derridianos, tais como destinerrância, ex-apropriação, différance, soberania, acontecimento, falogocentrismo. Tal indecidibilidade terminou por fazer duas frentes de leitura: de um lado, leu-se o texto rosiano à luz da escritura derridiana, de outro, pode-se afirmar que também o texto derridiano foi lido à luz da escritura rosiana. Para tanto, foi necessária a atenção à força dos paradoxos e das aporias dessas duas escritas, de tal modo que o trabalho não faz a pergunta metafísica que é da ordem do que é? ou do como é? a violência na escritura rosiana. Assim, a análise se desdobra na tarefa de verificar como o texto rosiano põe em questão uma série de postulados da metafísica que regula os sentidos e aponta para um caminho em que estes deslizam e não se fixam em categorizações rígidas, valendo o axioma: "tudo é e não é".
local.publisher.initialsUFMG

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