Gênero, sexualidade e educação infantil na Rede Municipal de Belo Horizonte: Desafios E Perspectiva

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Monografia de especialização

Título alternativo

Primeiro orientador

Membros da banca

Shirley Aparecida de Miranda

Resumo

Este trabalho pretendeu discutir as situações relacionadas ao de gênero e à sexualidade na educação infantil, em uma Unidade Municipal de Educação Infantil UMEI, da região nordeste de Belo Horizonte. Buscou compreender como são mediados os padrões de pensamento e comportamento das crianças em relação às formas de se perceberem meninos e meninas e nas maneiras como expressam seus desejos e prazeres. Investigou os discursos que constroem ou reforçam nas crianças padrões de pensamento que as levam ter ações de discriminação negativa em relação ao gênero e à sexualidade e como tais padrões podem ser ressignificados. Este trabalho buscou também compreender como o currículo da UMEI interfere na construção da identidade de gênero e na expressão da sexualidade das crianças. A metodologia utilizada foi observação de práticas pedagógicas desenvolvidas pelas Professoras com as crianças, observação de como os espaços e objetos são organizados e utilizados e observação da mediação das Professoras com as crianças, a partir de situações apresentadas por estas em relação ao gênero e/ou à sexualidade. Foi realizada também uma entrevista com a Coordenadora Pedagógica e a Vice-diretora como forma de ampliar as percepções de como as questões de gênero e sexualidade são tratadas com as crianças. A análise das observações e da entrevista teve como referência os estudos pós-estruturalistas sobre gênero e sexualidade. Além de intervenções pontuais, a pesquisa de campo apontou a necessidade de uma formação sistemática com as Professoras, Coordenadora Pedagógica e Vice-diretora. Mostro ao longo deste trabalho que na UMEI pesquisada, por ser uma instituição social, há relações de poder, mediadas por uma política, que constrói discursos verbais e não verbais que ora reforçam, ora questionam e ressignificam normas sexistas e hereronormativas. Mostro como, mesmo não havendo documentos curriculares norteadores das mediações em relação aos papéis sociais de meninos/homens e meninas/mulheres, há na instituição um currículo que utiliza práticas variadas para manter o controle sobre os corpos e sobre as expressões da sexualidade das crianças, influenciando a construção de suas identidades. Por fim, mostra como os estudos em sala e o trabalho de campo se tornou um processo de autoanáliseconscientização e transformação de padrões internos de pensamento e comportamento do pesquisador

Abstract

Assunto

Educação em enfermagem, Capacitação de recursos humanos em saúde

Palavras-chave

Educação Infantil, Sexualidade, Gênero

Citação

Departamento

Curso

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por