Deposição de DNA no fígado como um mecanismo acessório para o controle da infecção sistêmica
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
O fígado é essencial para a manutenção da homeostase corporal. Dentre suas
diversas funções fisiológicas, ele exerce papel importante na detecção e remoção
de patógenos da circulação, sendo um órgão-chave na relação
hospedeiro/microbiota. Os macrófagos hepáticos (Células de Kupffer) exercem um
papel fundamental na captura de patógenos circulantes, porém mecanismos
acessórios devem existir especialmente em situações onde há uma demanda
emergencial devido à uma infecção sistêmica. Neste contexto, o DNA é conhecido
por ser uma molécula com potencial antimicrobiano, função que foi conservada ao
longo da evolução e existe em inúmeras espécies. Considerando isso, nosso
objetivo foi determinar se um contexto infeccioso generalizado poderia induzir a
liberação de DNA no fígado, e qual seria o papel da liberação intrahepática de
DNA no curso da infecção. De fato, demonstramos que durante a sepse
polimicrobiana induzida por ligadura e perfuração cecal há deposição de DNA
extracelular no fígado de maneira generalizada, que progride com o curso da
infecção. O DNA acumulado no fígado parece não ser derivado de neutrófilos
(NETs) ou diretamente de hepatócitos em necrose, já que não observamos morte
celular durante a sepse. A remoção enzimática do DNA durante a doença causou
um aumento significativo na bacteremia em tempos tardios de infecção, apesar de
não ter alterado a resposta inflamatória dos animais. Em conjunto, nossos dados
demonstram que a deposição de DNA no fígado durante a sepse, possivelmente
exercida ativamente por hepatócitos viáveis, pode ser um mecanismo acessório
para controle da bacteremia durante a infecção sistêmica
Abstract
The liver is essential for maintaining body homeostasis. Among its various physiological functions, the liver plays an important role in detection and removal of pathogens from the circulation, being a major organ in the host / microbiota interaction. The liver macrophages (Kupffer cells) play a key role in the capture of circulating pathogens, but there should be accessory mechanisms acting in emergency situations such as systemic infection. In this context, DNA is known to be a molecule with antimicrobial activity, and this function has been evolutionarily conserved and retained in several species. Considering this, our goal was to determine whether a systemic infection could induce the release of DNA in the liver and to determine the consequences of intrahepatic DNA deposition during infection. As expected, we demonstrated there is a widespread DNA deposition within the liver during polymicrobial sepsis, which progressed through the course of infection. Our data indicates that such accumulated DNA was not derived from neutrophils (NETS) or from necrotic hepatocytes, since we did not observe hepatocyte death during sepsis. Enzymatic removal of DNA during disease caused a significant increase in bacteremia at late timepoints of infection, however, no influence on the inflammatory response was observed. Taken together, our data demonstrate there is deposition of DNA in the liver during sepsis, possibly deriving from viable hepatocytes, which could be acting as an additional mechanism for controlling bacterial spread during systemic infection.
Assunto
Biologia celular, Fígado, Controle de Infecções, DNA
Palavras-chave
Biologia Celular
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