Science Education and Maxakali Tradition: Constructing Relationships in Search of a Common World

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Educação em Ciências e Tradição Maxakali: Construindo Relações em Busca de um Mundo Comum

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This article presents a reflection on Science Education in the context of indigenous teachers training program of Maxakali indigenous group—people from the Northeastern region of Minas Gerais, Brazil. An attempt is made to portray some concerns, reflections and investigations in search of a possible approach for Science Education for this context. The Maxakali preserve not only their language, but their chants, myths and an intense ritual life. Thus, life in the village is permeated by the relationship between the tikmũ’n—as they name themselves and their yãmĩy, the singing spirits who are their source of knowledge. This dive into the tikmũ’ũn universe and the reflections on a set of science classes that dealt with the Maxakali in a training course for indigenous teachers, made it possible to outline a proposal approach to Science Education. An approach permeated by a more symmetrical relationship between the two systems of knowledge. Science teaching and learning is an inventive practice or creative exercise in Wagnerian terms. It means thinking of science classrooms as a relational space that favors a double anthropological exercise, both of indigenous students in search of an understanding of a science, and of science teachers seeking a greater understanding of the Amerindian universe. Science education is a cosmopolitical practice, a space for building a common world, as Latour suggests. This form of teaching reveals itself as pluricultural, recognizing the differences between two forms of rationality, scientific and traditional Maxakali, but also respecting and welcoming other ways of existing and knowing.

Abstract

Este artigo apresenta uma reflexão sobre o Ensino de Ciências no contexto do programa de formação de professores indígenas do grupo indígena Maxakali—pessoas da região Nordeste de Minas Gerais, Brasil. É feita uma tentativa de retratam algumas inquietações, reflexões e investigações em busca de uma possível abordagem do Ensino de Ciências para este contexto. A preservação Maxakali não apenas sua linguagem, mas seus cantos, mitos e uma intensa vida ritual. Desta forma, a vida na aldeia é permeada pela relação entre os tikmũ'n - como eles nomeiam a si mesmos e seus yãmĩy, os espíritos cantores que são sua fonte de conhecimento. Este mergulho no universo tikmũ'ũn e as reflexões sobre um set das aulas de Ciências que trataram dos Maxakali em um curso de formação para professores indígenas, possibilitou traçar uma proposta de abordagem da Ciência Educação. Uma abordagem permeada por uma relação mais simétrica entre os dois sistemas de conhecimento. O ensino e a aprendizagem de ciências é uma prática inventiva ou um exercício criativo em termos wagnerianos. Significa pensar em aulas de ciências como um espaço relacional que favorece uma dupla exercício, tanto de estudantes indígenas em busca de uma compreensão de um ciência, e de professores de ciências que buscam uma maior compreensão do universo ameríndio. A educação científica é uma prática cosmopolítica, um espaço de construir um mundo comum, como sugere Latour. Essa forma de ensino revela como pluricultural, reconhecendo as diferenças entre duas formas de racionalidade, a científica e a tradicional Maxakali, mas também respeitando e acolhendo outras formas de existir e conhecer.

Assunto

Educação em Ciências, Maxakali, Cosmopolítica, Educação Indígena, Antropologia Reversa

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https://www.scirp.org/Journal/PaperInformation.aspx?PaperID=78295

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