Educação especial, psicanálise e uma experiência formativa epistolar
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
A eleição de 2018 colocou a educação sob os auspícios de uma política neoliberal de Estado. A extinção da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e o projeto que defende o ensino domiciliar (homeschooling) são fatos extremamente preocupantes pois, entre outros, caminham numa direção oposta ao viver juntos e endossam o esvaziamento da função social e subjetivante da escola. Diante de cenário tão preocupante, lançar a pergunta: ‘O que se pode dizer sobre formação de professores, saberfazer docente e escolarização nas condições atuais, quando a educação se vê desguarnecida, abandonada e rebaixada em sua função humanizante?’, constitui, em si, um gesto político, um convite a manter a abertura necessária para que opere o pensamento e, com ele, mantenhamse as condições de emergência do sujeito. O painel, vinculado a Rede Internacional de Pesquisa em Psicanálise, Educação e Política (RIPPEP), tematiza essas questões desde o campo da educação especial em diálogo com a psicanálise. O primeiro estudo traz elementos de uma proposta específica de formação, desenvolvida, desde 2011, no estado do Rio Grande do Sul. A escrita de cartas é operador de experiência formativa. Segundo as autoras, a carta, por meio de uma leveza que se opõe ao peso do científico, é tentativa de provocar implicação e responsabilização no âmbito das formas de conhecer em educação especial. A segunda pesquisa busca compreender como mulheres ditas com deficiência intelectual lidam com o corpo e a sexualidade e, também, como os discursos acadêmicos produzem e reproduzem discursos sobre os corpos dessas mulheres. Tendo em vista uma década de divulgação e implementação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, a terceira pesquisa aborda os impasses no trabalho colaborativo entre professores de sala regular e de atendimento educacional especializado (AEE), em três escolas da região da Grande Belo Horizonte (Minas Gerais). Através da metodologia de conversação, as pesquisadoras indicam que a oferta da palavra aos sujeitos permite a formulação de saídas compartilhadas; a implicação na constatação dos problemas; a construção de propostas de melhorias nas relações interpessoais e no diálogo sobre os desafios da inclusão. O painel permite indicar a importância de se considerar a subjetividade daqueles que efetivam a política pública, criando espaços para sua expressão na escola, no currículo dos cursos de licenciatura e de formação de professores.
Abstract
Assunto
Educação inclusiva, Psicanálise, Professores - Formação
Palavras-chave
Educação especial, Psicanálise, Missiva
Citação
Curso
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