Triagem antiviral de espécies vegetais frente ao coronavírus MHV-3 e estudo fitoquímico de Terminalia phaeocarpa EICHLER Belo Horizonte 2025.

dc.creatorFrancisca Janekely Buriti
dc.date.accessioned2026-02-26T18:55:25Z
dc.date.issued2025-11-14
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1792
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subject.otherMHV-3
dc.subject.otherSARS-CoV-2
dc.subject.otherTerminalia phaeocarpa
dc.subject.otherFlavonoides
dc.subject.otherTriterpenos
dc.titleTriagem antiviral de espécies vegetais frente ao coronavírus MHV-3 e estudo fitoquímico de Terminalia phaeocarpa EICHLER Belo Horizonte 2025.
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Priscilla Rodrigues Valadares Campana
local.contributor.advisor-co1Rodrigo Maia de Pádua
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2993154592188860
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3129875518945632
local.contributor.advisor1Fernão Castro Braga
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8895005186201315
local.contributor.referee1Vivian Vasconcelos Costa Litwinski
local.contributor.referee1José Hugo de Sousa Gomes
local.contributor.referee1Alisson Samuel Portes Caldeira
local.contributor.referee1Vera Lúcia de Almeida
local.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/8537700396773797
local.description.resumoA disseminação do coronavírus SARS-CoV-2 para todos os continentes resultou na pandemia de COVID-19, responsável por mais de 7,1 milhões de mortes em todo o mundo. O desenvolvimento de novos fármacos antivirais é essencial para o controle de viroses atuais e emergentes, e os produtos naturais representam uma estratégia promissora para esse propósito. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antiviral de extratos frente ao betacoronavírus MHV-3 e realizar o estudo fitoquímico de um extrato ativo selecionado, visando isolar os constituintes antivirais. Foram selecionados para triagem 14 extratos de plantas pertencentes a cinco famílias botânicas, priorizando espécies ricas em polifenóis complexos e/ou em flavonoides com padrão de oxigenação pouco usual e/ou com atividade anti-inflamatória e/ou antiviral descrita na literatura. Inicialmente foi avaliada in vitro a citotoxicidade dos extratos e todos eles apresentaram viabilidade celular superior a 80% nas concentrações de 10 e 30 μg/mL, exceto o extrato de Baccharis maxima. A atividade antiviral foi avaliada in vitro em células L929 infectadas com MHV-3, sendo os extratos administrados antes e após a infecção. O efeito antiviral foi determinado pelo ensaio de redução da formação de placas de lise. Observou-se redução do título viral após tratamento com os extratos de Baccharis grandmucromata (0,12 e 0,27 log de redução) e Terminalia phaeocarpa (0,93 e 2,64 log de redução). O extrato de T. phaeocarpa foi submetido a fracionamento preliminar por partição entre solventes imiscíveis e a atividade antiviral das frações resultantes (n-hexânica, diclorometânica, em acetato de etila e hidrometanólica) foi ensaiada em concentrações não citotóxicas em células L929 infectadas com MHV-3. Todas as frações reduziram o título viral nas concentrações avaliadas (0,59 a 2,8 log de inibição), sendo a fração n-hexânica a mais ativa. A composição química do extrato e das frações ativas foi avaliada por HPLC-PDA, indicando a presença de compostos fenólicos. A fração n-hexânica foi refracionada por cromatografia em coluna aberta de sílica gel flash. Dois grupos de frações reunidas, de menor polaridade, possuindo aspectos graxosos (CFJ10 r CFJ12) e tiveram sua composição química analisada por GC-MS. As análises indicaram tratar-se de misturas, sendo identificados 7 hidrocarbonetos, um triterpeno e um fitoesterol. Dois sólidos brancos (RFJ900 e RFJ1135) resultantes do refracionamento foram analisados por RMN de 1H e de 13C, possibilitando identificá-los inequivocamente como β-sitosterol e β-amirina. A atividade antiviral do extrato de T. phaeocarpa e das frações obtidas, foi confirmada em células humanas Calu-3 infectadas com SARS-CoV-2, com reduções de 0,56–2,31 log do título viral, sendo as frações diclorometânica e em acetato de etila as mais ativas. O perfil químico registrado por HPLC-PDA indicou predominância de compostos fenólicos. O estudo fitoquímico da fração acetato de etila levou ao isolamento de dois flavonoides monoglicosilados: quercitrina (quercetina-3-O-α-L-ramnosídeo) e afzelina (canferol-3-O-α-L-ramnosídeo), identificadas por análises de UPLC-PDA-ESI-MS/MS e RMN de ¹H e de ¹³C, com experimentos mono e bidimensionais. A ocorrência de quercitrina, afzelina, β-sitosterol e β-amirina em T. phaeocarpa é aqui descrita pela primeira vez, bem dos hidrocarbonetos identificados. Estudos in silico anteriores indicam que os compostos isolados e identificados são potenciais ligantes de proteínas-chave do SARS-CoV-2, sugerindo sua participação na atividade antiviral observada. Em conclusão, os resultados obtidos demonstram o potencial de T. phaeocarpa como fonte de constituintes com ação antiviral.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFARMACIA - FACULDADE DE FARMACIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas
local.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS

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