Ei,polícia, a praia é uma delícia!: rastros de sentidos nas conexões da Praia da Estação
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Angela Cristina Salgueiro Marques
Eduardo Antonio de Jesus
Eduardo Antonio de Jesus
Resumo
Esta dissertação busca investigar o modo como se delineia reticularmente a configuração sociopolítica da Praia da Estação, fenômeno de contestação criado em 2010 que passou a ocupar a Praça da Estação (localizada no hipercentro de Belo-Horizonte), transformando o espaço em uma Praia como forma de contestar um decreto da prefeitura que proibiu a realização de eventos de qualquer natureza no local. A pesquisa partiu da definição de uma textualidade que atravessa os registros encontrados em três ambientes midiáticos distintos e interligados: o blog, a lista de e-mails e o perfil no Twitter criados para a Praia. Buscando trabalhar com a instabilidade inerente a esse terreno, foi desenvolvida uma cartografia das conexões, abordagem metodológica que articula o método cartográfico, tal como sugerido por Deleuze e Guattari (1995) e sistematizado por Passos, Kastrup e Escóssia (2010) às noções de rede e controvérsia elaborada por Latour (2012). Por meio da identificação de controvérsias, articuladas pelos operadores dispositivo e agenciamento, o trabalho buscou perceber como o emaranhado de sentidos que caracteriza a Praia da Estação é atravessado por linhas, transformações e deslocamentos, fazendo emergir conexões que, embora efêmeras, circunstanciais e permanentemente negociadas, dão pistas da tessitura da configuração sociopolítica do fenômeno.
Abstract
Assunto
Comunicação, Comunicação de massa
Palavras-chave
Rede, Controvérsias, Praia da Estação, Cartografia, Agenciamento, Dispositivo