Diferenças nas características clínicas e complementares de apêndices normais e inflamados com diagnóstico de apendicite.
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Differences between inflamed and noninflamed appendices diagnoses as acute appendicitis.
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Resumo
INTRODUÇÃO: Apesar do grande avanço nos meios diagnósticos, a incidência de
apêndices morfologicamente normais retirados de pacientes com manifestações clínicas
e complementares de apendicite aguda continua superando os 20%.
OBJETIVO: Comparar as manifestações clínicas, laboratoriais e ultrassonográficas
de apendicopatias inflamatórias e não inflamatórias com diagnóstico de apendicite
aguda.
MÉTODO: Foram estudados 208 prontuários de pacientes com quadro clínico
laboratorial e ultrassonográfico indicativo de apendicite agudo e distribuído em dois
grupos:
grupo 1 - 94 pacientes, cujo resultado anatomopatológico foi de apêndice normal,
grupo 2 - 114 pacientes com exames histopatológicos que confirmaram a
apendicite aguda.
As variáveis estudadas foram: idade do paciente à época da operação, sexo,
náuseas e vômitos, hiporexia, febre, dor que migrou para fossa ilíaca direita, dor à
palpação em fossa ilíaca direita, sinal de Blumberg, hemograma, ultrassonografia e
escore de Alvarado.
RESULTADOS: Os apêndices inflamados associaram-se a hiporexia, dor à
palpação em fossa ilíaca direita, diâmetro superior a 6 mm e escore de Alvarado superior
a 6 (p < 0,001). Por outro lado, febre foi mais encontrada em apendicopatias não
inflamatórias (p < 0,001).
CONCLUSÃO: Hiporexia, dor à palpação na fossa ilíaca direita, diâmetro
apendicular superior a 6 mm e escore de Alvarado maior do que 6 indicam apendicopatia
inflamatória, já a febre é mais presente nas apendicopatia não inflamatórias.
Abstract
INTRODUCTION: Despite the great advances in diagnostic methods, the incidence of
removal of a morphologically normal appendix in patients with clinical and complementary
signs of acute appendicitis continues to exceed 20%.
OBJECTIVE: To compare the clinical, laboratory, and ultrasound findings of
inflammatory and noninflammatory appendiceal conditions diagnosed as acute appendicitis.
METHOD: The medical records of a total of 208 patients with clinical, laboratory, and
ultrasound findings indicative of acute appendicitis were studied. The patients were divided
into two groups: group 1 comprising 94 patients whose histological results suggest a normal
appendix and group 2 comprising 114 patients with histopathological tests confirming acute
appendicitis. The analyzed variables were age at the time of surgery, sex, nausea and
vomiting, inappetence, fever, pain migrating to the right iliac fossa, pain on palpation of the
right iliac fossa, Blumberg’s sign, blood counts, ultrasound findings, and Alvarado score.
RESULTS: The inflamed appendices were associated with inappetence, pain on
palpation of the right iliac fossa, appendiceal diameter > 6 mm, and Alvarado score > 6 (p <
0.001). In contrast, fever was more frequently found in noninflammatory appendiceal
conditions (p < 0.001).
CONCLUSION: Inappetence, pain on palpation of the right iliac fossa, appendiceal
diameter > 6 mm, and Alvarado score > 6 indicate an inflammatory appendiceal disease,
whereas fever is more often present in noninflammatory appendiceal diseases.
Assunto
Apendicite, Apendicectomia, Apêndice, Diagnóstico, Terapêutica, Dor, Incidência, Ultrassonografia
Palavras-chave
Apendicite aguda, Apendicite não inflamatória, Apendicectomia, Apêndice cecal, Diagnóstico, Tratamento