Avaliação do consumo de bebidas industrializadas em pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Cláudia Alves Couto
Teresa Cristina de Abreu Ferrari
Maria de Lourdes de Abreu Ferrari
Luciana Costa Faria

Resumo

Introdução: A doença hepática gordurosa não-alcoólica (DHGNA) é condição clínico-patológica caracterizada por acúmulo de lipídios no fígado de pacientes sem histórico de consumo de bebidas alcoólicas. Seu espectro varia de esteatose simples a esteatohepatite (ENA) e cirrose que podem associar-se ao carcinoma hepatocelular. Recentemente, o consumo excessivo de xarope de milho com alto teor de frutose tem sido associado ao desenvolvimento da DHGNA. Neste estudo investigou-se o consumo de bebidas industrializadas ricas em frutose em pacientes com DHGNA e a sua relação com fatores de risco para DHGNA. Metodologia: Foram avaliados pacientes com diagnóstico histológico de DHGNA submetidos à avaliação clinica para descartar outras hepatopatias; exames laboratoriais hepáticos e metabólicos; avaliação de comorbidades e síndrome metabólica (SM); avaliação antropométrica e circunferência da cintura; avaliação nutricional e da composição corporal por bioimpedância elétrica e três recordatórios para avaliação dos hábitos alimentares e consumo de bebidas industrializadas (quantidades de copos ingeridos por semana). Todos os pacientes tiveram o NAFLD score calculado. Fibrose foi avaliada pela histologia hepática (Metavir) e/ou pelo NAFLD score, considerando-se o valor mais alterado encontrado quando se tratava de biópsia realizada há mais de um ano. Resultados: Foram incluídos 51 pacientes com idade média de 54,4 ± 12,3 anos, 80,4% do sexo feminino, com média de consumo de bebidas industrializadas de 5,8 ± 5,5 copos por semana. Os pacientes foram separados em dois grupos segundo o consumo das bebidas: consumo mínimo a moderado (<7copos semanais, grupo A) e consumo diário (≥7copos semanais, grupo B). O consumo diário de bebidas industrializadas ocorreu em 39,2% da população. Obesidade (IMC ≥ 30kg/m2) foi associada ao consumo diário de bebidas industrializadas (18/31 vs. 17/20; p=0,04). Não foi encontrada diferença significativa em relação ao consumo alimentar de macronutrientes mensurado pelo recordatório entre os grupos. Não houve diferença em relação ao consumo de bebidas industrializadas e ocorrência de diabetes mellitus/resistência à insulina.. O grupo B apresentou maior frequência de hipertrigliceridemia (15/20 vs. 15/31;p=0,05) e maior valor sérico médio de triglicerídeos (155,4 ± 62,1 vs. 216,7 ± 118,2; p=0,03). A maioria dos pacientes (78,4%; 40/51) apresentava ENA à histologia. Houve tendência à maior frequência de fibrose no grupo A (24/31 vs. 11/20, p=0,09). Houve correlação positiva, embora fraca, ( r=0,29; p=0,04) entre número de copos consumidos de bebidas e triglicerídeos. Conclusão: O consumo diário de bebidas industrializadas foi confirmado em 39,2% da população com DHGNA. O aumento do consumo de bebidas industrializadas com alto teor de frutose, caracterizado como consumo ≥7 copos semanais se correlacionou ao aumento de triglicerídeos séricos em pacientes com DHGNA.

Abstract

Assunto

Hepatopatia Gordurosa não Alcoólica, Pessoa de Meia-Idade, Bebidas, Fatores de Risco, Ingestão de Energia, Consumo de Bebidas Alcoólicas, Comportamento Alimentar, Dieta, Fígado, Índice de Massa Corporal, Síndrome Metabólica, Fígado Gorduroso, Xarope de Milho Rico em Frutose

Palavras-chave

Doença hepática gordurosa não alcoólica, Esteatohepatite não alcoólica, Xarope de milho com alto teor de frutose

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