Avaliação do consumo de bebidas industrializadas em pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica

dc.creatorGeyza Nogueira de Almeida Armiliato
dc.date.accessioned2025-11-06T11:39:56Z
dc.date.accessioned2025-11-14T15:43:26Z
dc.date.available2025-11-06T11:39:56Z
dc.date.issued2015-07-08
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/85450
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/pt/
dc.subjectHepatopatia Gordurosa não Alcoólica
dc.subjectPessoa de Meia-Idade
dc.subjectBebidas
dc.subjectFatores de Risco
dc.subjectIngestão de Energia
dc.subjectConsumo de Bebidas Alcoólicas
dc.subjectComportamento Alimentar
dc.subjectDieta
dc.subjectFígado
dc.subjectÍndice de Massa Corporal
dc.subjectSíndrome Metabólica
dc.subjectFígado Gorduroso
dc.subjectXarope de Milho Rico em Frutose
dc.subject.otherDoença hepática gordurosa não alcoólica
dc.subject.otherEsteatohepatite não alcoólica
dc.subject.otherXarope de milho com alto teor de frutose
dc.titleAvaliação do consumo de bebidas industrializadas em pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Teresa Cristina de Abreu Ferrari
local.contributor.advisor1Cláudia Alves Couto
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1218114023294729
local.contributor.referee1Cláudia Alves Couto
local.contributor.referee1Teresa Cristina de Abreu Ferrari
local.contributor.referee1Maria de Lourdes de Abreu Ferrari
local.contributor.referee1Luciana Costa Faria
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7880699656026549
local.description.resumoIntrodução: A doença hepática gordurosa não-alcoólica (DHGNA) é condição clínico-patológica caracterizada por acúmulo de lipídios no fígado de pacientes sem histórico de consumo de bebidas alcoólicas. Seu espectro varia de esteatose simples a esteatohepatite (ENA) e cirrose que podem associar-se ao carcinoma hepatocelular. Recentemente, o consumo excessivo de xarope de milho com alto teor de frutose tem sido associado ao desenvolvimento da DHGNA. Neste estudo investigou-se o consumo de bebidas industrializadas ricas em frutose em pacientes com DHGNA e a sua relação com fatores de risco para DHGNA. Metodologia: Foram avaliados pacientes com diagnóstico histológico de DHGNA submetidos à avaliação clinica para descartar outras hepatopatias; exames laboratoriais hepáticos e metabólicos; avaliação de comorbidades e síndrome metabólica (SM); avaliação antropométrica e circunferência da cintura; avaliação nutricional e da composição corporal por bioimpedância elétrica e três recordatórios para avaliação dos hábitos alimentares e consumo de bebidas industrializadas (quantidades de copos ingeridos por semana). Todos os pacientes tiveram o NAFLD score calculado. Fibrose foi avaliada pela histologia hepática (Metavir) e/ou pelo NAFLD score, considerando-se o valor mais alterado encontrado quando se tratava de biópsia realizada há mais de um ano. Resultados: Foram incluídos 51 pacientes com idade média de 54,4 ± 12,3 anos, 80,4% do sexo feminino, com média de consumo de bebidas industrializadas de 5,8 ± 5,5 copos por semana. Os pacientes foram separados em dois grupos segundo o consumo das bebidas: consumo mínimo a moderado (<7copos semanais, grupo A) e consumo diário (≥7copos semanais, grupo B). O consumo diário de bebidas industrializadas ocorreu em 39,2% da população. Obesidade (IMC ≥ 30kg/m2) foi associada ao consumo diário de bebidas industrializadas (18/31 vs. 17/20; p=0,04). Não foi encontrada diferença significativa em relação ao consumo alimentar de macronutrientes mensurado pelo recordatório entre os grupos. Não houve diferença em relação ao consumo de bebidas industrializadas e ocorrência de diabetes mellitus/resistência à insulina.. O grupo B apresentou maior frequência de hipertrigliceridemia (15/20 vs. 15/31;p=0,05) e maior valor sérico médio de triglicerídeos (155,4 ± 62,1 vs. 216,7 ± 118,2; p=0,03). A maioria dos pacientes (78,4%; 40/51) apresentava ENA à histologia. Houve tendência à maior frequência de fibrose no grupo A (24/31 vs. 11/20, p=0,09). Houve correlação positiva, embora fraca, ( r=0,29; p=0,04) entre número de copos consumidos de bebidas e triglicerídeos. Conclusão: O consumo diário de bebidas industrializadas foi confirmado em 39,2% da população com DHGNA. O aumento do consumo de bebidas industrializadas com alto teor de frutose, caracterizado como consumo ≥7 copos semanais se correlacionou ao aumento de triglicerídeos séricos em pacientes com DHGNA.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto

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