Bordar é um verbo destinatário: o gesto e o avesso do poema
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
A partir de reflexões que têm aflorado na crítica contemporânea, elaborando transformações
e questionamentos dos sentidos e dos limites da noção tradicional de literatura, pretende-
-se atuar, mapeando, na produção brasileira do presente, outros espaços de criação e inserção da
literatura, as emergências de novas textualidades, da poesia em particular, e seu desdobramento enquanto
poesia fora de si. A atenção ao gesto, e ao seu avesso, também nos levam a pensar como os
circuitos da poesia, hoje, encontram-se atravessados por outras formas manuais, como é o caso dos
bordados e das instalações, que, de forma cada vez mais latente, vêm incorporando a palavra escrita:
do manto de Arthur Bispo do Rosário, passando pelos voiles de José Leonilson, até as flâmulas de
Julia Panadés. A trajetória, aqui, também não é linear e muito menos acabada: a constelação parte
daquilo que leram, da forma que incorporaram aos seus trabalhos suas leituras, e como são lidos,
no gesto sem fim de Penélope, ao performar, de dia, a costura da mortalha, para, à noite, desfazê-la,
deixando-nos a tarefa árdua e contínua da escrita e da leitura, sucessiva e infinitamente.
Abstract
Based on reflections that have emerged in contemporary criticism, elaborating
transformations and questioning the meanings and limits of the traditional notion of literature, it is
intended to act, mapping, in the Brazilian production of the present, other spaces for the creation and
insertion of literature, new textualities emergencies, poetry in particular, and its unfolding as poetry
outside itself. Attention to the gesture, and to its reverse, also lead us to think how the circuits of poetry,
today, are crossed by other manual forms, as is the case of embroidery and installations, which, in an
increasingly latent way , have been incorporating the written word: from the mantle of Arthur Bispo do
Rosário, through the voiles of José Leonilson, to the pennants of Julia Panadés. The trajectory, here,
is not linear and much less finished: the constellation starts from what they read, from the way they
incorporated their readings into their works, and how they are read, in Penelope’s endless gesture,
when performing, by day, the sewing the shroud, to undo it at night, leaving us with the arduous and
continuous task of writing and reading, successively and infinitely.
Assunto
Poesia moderna, Poesia moderna-Séc. XX.
Palavras-chave
Poesia fora de si, Endereçamento, Gesto, Performance, Bordado
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Curso
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https://elyra.org/index.php/elyra/article/view/392