Bordar é um verbo destinatário: o gesto e o avesso do poema

dc.creatorMarina Baltazar Mattos
dc.creatorGustavo Silveira Ribeiro
dc.date.accessioned2023-08-07T20:24:41Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:01:35Z
dc.date.available2023-08-07T20:24:41Z
dc.date.issued2021
dc.description.abstractBased on reflections that have emerged in contemporary criticism, elaborating transformations and questioning the meanings and limits of the traditional notion of literature, it is intended to act, mapping, in the Brazilian production of the present, other spaces for the creation and insertion of literature, new textualities emergencies, poetry in particular, and its unfolding as poetry outside itself. Attention to the gesture, and to its reverse, also lead us to think how the circuits of poetry, today, are crossed by other manual forms, as is the case of embroidery and installations, which, in an increasingly latent way , have been incorporating the written word: from the mantle of Arthur Bispo do Rosário, through the voiles of José Leonilson, to the pennants of Julia Panadés. The trajectory, here, is not linear and much less finished: the constellation starts from what they read, from the way they incorporated their readings into their works, and how they are read, in Penelope’s endless gesture, when performing, by day, the sewing the shroud, to undo it at night, leaving us with the arduous and continuous task of writing and reading, successively and infinitely.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.21747/2182-8954/ely17a14
dc.identifier.issn21828954
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/57575
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofElyra
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPoesia moderna
dc.subjectPoesia moderna-Séc. XX.
dc.subject.otherPoesia fora de si
dc.subject.otherEndereçamento
dc.subject.otherGesto
dc.subject.otherPerformance
dc.subject.otherBordado
dc.titleBordar é um verbo destinatário: o gesto e o avesso do poema
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage237
local.citation.issue17
local.citation.spage225
local.description.resumoA partir de reflexões que têm aflorado na crítica contemporânea, elaborando transformações e questionamentos dos sentidos e dos limites da noção tradicional de literatura, pretende- -se atuar, mapeando, na produção brasileira do presente, outros espaços de criação e inserção da literatura, as emergências de novas textualidades, da poesia em particular, e seu desdobramento enquanto poesia fora de si. A atenção ao gesto, e ao seu avesso, também nos levam a pensar como os circuitos da poesia, hoje, encontram-se atravessados por outras formas manuais, como é o caso dos bordados e das instalações, que, de forma cada vez mais latente, vêm incorporando a palavra escrita: do manto de Arthur Bispo do Rosário, passando pelos voiles de José Leonilson, até as flâmulas de Julia Panadés. A trajetória, aqui, também não é linear e muito menos acabada: a constelação parte daquilo que leram, da forma que incorporaram aos seus trabalhos suas leituras, e como são lidos, no gesto sem fim de Penélope, ao performar, de dia, a costura da mortalha, para, à noite, desfazê-la, deixando-nos a tarefa árdua e contínua da escrita e da leitura, sucessiva e infinitamente.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-8732-2939
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-4657-7609
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://elyra.org/index.php/elyra/article/view/392

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