Trauma e fuga na Trilogia da Bicha Preta
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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André Guimarães Brasil
Cláudia Cardoso Mesquita
Cláudia Cardoso Mesquita
Resumo
Essa pesquisa se volta para o cinema contemporâneo brasileiro realizado por pessoas negras em curta-metragem, a fim de compreender como o trauma colonial coletivo que afeta os sujeitos da diáspora negra surge filmicamente na trilogia da bicha preta, conjunto de três filmes realizados pelo cineasta baiano Juan Rodrigues que compõem o corpus da pesquisa: Arco da Liberdade (2015), Arco do Medo (2017) e Arco do Tempo (2020). Buscamos entender como o trauma é elaborado nos filmes e de que modo a ideia de fuga, do filósofo Dènetem Touam Bona, amparado por outros pensamentos de intelectuais negros, pode contribuir com um olhar crítico para as obras de Rodrigues. Buscamos responder como através de seus gestos ensaísticos nos filmes, Juan Rodrigues performa subjetivações para além do trauma, compõe fabulações, reparações e possibilidades de vida. Por fim, buscamos entender como esses filmes promovem uma resistência micropolítica ao inconsciente colonial-capitalístico, segundo o conceito de Suely Rolnik.
Abstract
This research focuses on contemporary Brazilian cinema created by Black filmmakers in the short film format, aiming to understand how the collective colonial trauma affecting subjects of the Black diaspora emerges cinematically in the trilogia da bicha preta (trilogy of the black queer man), a set of three movies directed by the baiano filmmaker Juan Rodrigues that constitute the corpus of this study: Arco da Liberdade (2015), Arco do Medo (2017), and Arco do Tempo (2020). We seek to understand how trauma is addressed in these films and how the concept of “escape”, as proposed by philosopher Dènetem Touam Bona and supported by other Black intellectuals, can contribute to a critical perspective on Rodrigues's works. Additionally, we aim to explore how, through his essayistic gestures in his movies, Juan Rodrigues performs subjectivities beyond trauma, crafting fabulations, reparations, and possibilities for life. Finally, we seek to understand how these films foster micropolitical resistance to the colonial-capitalist unconscious, according to Suely Rolnik's concept.
Assunto
Comunicação - Teses, Cinema brasileiro - Teses, Negros no cinema - Teses
Palavras-chave
Cinema brasileiro, Cinema negro, Políticas da imagem
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