Acesso e qualidade da alimentação: percepção da população em situação de rua
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Artigo de periódico
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Access to food and food quality: perception of the homeless population
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Resumo
Objetivo: Compreender a percepção do acesso e da qualidade da alimentação para a população em situação de rua. Métodos: Estudo descritivo qualitativo, realizado em um Centro de Referência da População de Rua na região centro-sul de Belo Horizonte (MG). Utilizou-se roteiro semiestruturado para a realização das entrevistas de 18 participantes. A coleta de dados ocorreu entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. A análise temática do material, proposta por Bardin, possibilitou a elaboração de três categorias empíricas.
Resultados: O público entrevistado era masculino, com idade média de 43 anos e tempo médio de situação de rua de 44,6 meses. O acesso à alimentação foi proveniente das doações de alimentos, refeições em instituições governamentais e aquisições ao dispor de renda. Foram relatadas dificuldades quanto à quantidade e qualidade dos alimentos, à aquisição das refeições nos fins de semana, aos sentimentos de medo e angústia perante a fome, à falta do alimento e pelo estigma social, agravados pela COVID-19. Conclusão: Diante do cenário de iniquidades sociais, o direito ao acesso à alimentação não é garantido, sendo necessária a implementação de políticas públicas de proteção social que garantam os direitos básicos.
Abstract
Objective: To understand the perception of access to food and food quality for the street population. Methods: This qualitative descriptive study was performed in a Reference Center for the Homeless Population in the south-central region of Belo Horizonte (MG). A semi-structured script was used to conduct interviews with 18 participants. Data collection occurred between December 2020 and January 2021. The thematic analysis of the material, as proposed by Bardin, made it possible to elaborate three empirical categories.
Results: The public interviewed was male, with a mean age of 43 years, and a mean time on the streets of 44.6 months. Access to food came from donations, meals at government institutions, and acquisition when income was available. Difficulties were reported regarding the quantity and quality of food, acquisition of meals on weekends, feelings of fear and anguish in the face of hunger, lack of food, and social stigma, which were aggravated by COVID-19. Conclusion: As in this scenario of social inequalities the access to food is not guaranteed, implementing public policies of social protection is necessary to guarantee basic rights.
Assunto
Pessoas Mal Alojadas, Insegurança Alimentar, Estigma Social, População em Situação de Rua
Palavras-chave
População em Situação de Rua, Vulnerabilidade Social, Insegurança Alimentar, Pessoas mal alojadas, Estigma Social
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Curso
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https://doi.org/10.37689/acta-ape/2024AO0002361