A ambivalência do "choque" em a alma encantadora das ruas, de João do Rio
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Artigo de evento
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
Retomando ideias de Georg Simmel, Walter Benjamin considera que o habitante da
metrópole moderna está sujeito a um bombardeio de imagens desconexas que acarreta
“choques”, contra os quais busca se proteger, adptando seu sistema perceptivo e tornando-o uma
espécie de “amortecedor”. Com base em Benjamin, o presente trabalho investiga e interpreta a
presença do choque, enquanto recurso literário-político, nas crônicas de A alma encantadora
das ruas, de João do Rio. Citando trechos desta antologia, intentamos demonstrar que o
elemento investigado manifesta sentido político ambivalente: por um lado, é “domado” para
reforçar certa divisão hierarquizadora do espaço urbano configurado nos textos; por outro,
participa da proposta de uma prática espacial alternativa, que “reúne” as “partes” da cidade e,
assim, promove o encontro como meio de conhecimento mútuo. Tal prática não apenas dispensa
a referida hierarquização, como também sugere que seja enganadora, que o conhecimento do
lado “inferior” permita contestar a suposta virtude dos “superiores”. O corpo do narrador personagem, exposto aos incômodos do contato com “estranhezas”, tensiona as “frações” da
cidade, permitindo que suas diferenças se informem entre si, sem cortes nem rechaços.
Abstract
Assunto
Letras, Sociologia
Palavras-chave
A alma encantadora das ruas, João do Rio, choque, Walter Benjamin, espaço, Cidade
Citação
Departamento
Curso
Endereço externo
http://www.abralic.org.br/anais-artigos/?id=1443