Neoborda : uma direção do tratamento de crianças que não falam
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Márcia Maria Rosa Vieira Luchina
Mônica Maria Farid Rahme
Ariana Lucero
Ana Martha Wilson Mai
Mônica Maria Farid Rahme
Ariana Lucero
Ana Martha Wilson Mai
Resumo
Esta pesquisa se insere em um regime discursivo que dispensa o uso genérico do termo autismo, vigente na lógica capitalista atual, que define como autistas todas as crianças que tropeçam no exercício da função da fala e que se defendem do laço social. Trata-se de uma pesquisa qualitativa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (CEP/UFMG), a qual se baseia em uma análise longitudinal de um caso clínico atendido pela pesquisadora. O locus da pesquisa foi uma instituição clínica situada na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, onde tem sido realizado um estágio doutoral desde 2019. A coleta de dados da pesquisa foi realizada nas dependências da instituição, abrangendo desde a análise documental até entrevistas semiestruturadas, relatos de sessões, transcrições de vídeos de sessões e transcrições de vídeos caseiros cedidos pela família. Para fundamentá-la, partiu-se de três pressupostos epistemológicos da teoria psicanalítica — a foraclusão do furo (Laurent, 2012), a neoborda autística (Laurent, 2012) e a alienação retida (Maleval, 2021) —, que orientaram não só a escrita desta tese, como também a direção do tratamento de uma criança. O relato permite acompanhar a temporalidade da construção da linguagem, do corpo e do Outro e observar como esta possibilita ao sujeito tratar de sua alienação retida, da não-toda foraclusão de seu furo e, consequentemente, da construção de sua neoborda. Esta pesquisa evidencia que o ensino de Lacan oferece subsídios para nortear o que se pode propor como uma clínica de lalíngua, isto é, uma clínica voltada a privilegiar o que comparece na criança como detritos da linguagem, os quais fundamentam a junção de seu organismo à linguagem na tentativa de fazer corpo, mesmo que este permaneça incipiente para o laço social. Para concluir, no pós-escrito, os pais oferecem um testemunho sobre o tratamento psicanalítico da criança.
Abstract
Assunto
Psicologia - Teses, Autismo - Teses, Crianças - Teses, Linguagem - Teses
Palavras-chave
Neoborda, Autismo, Crianças, Tratamento, Psicanálise