Prevalência de cardiopatias estruturais e funcionais em fetos de mães diabéticas

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Universidade Federal de Minas Gerais

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O diabetes mellitus materno pode determinar cardiopatias estruturais e miocardiopatia hipertrófica em fetos. O controle precoce do diabetes na gestante e o diagnóstico precoce dos distúrbios cardíacos fetais é importante por determinar redução na morbimortalidade do binômio mãe e filho. Trata-se de estudo de caráter observacional, retrospectivo com amostra de conveniência. No período de janeiro de 2003 a dezembro de 2007, foram investigados no Hospital das Clínicas - UFMG 100 gestantes diabéticas e seus conceptos com o objetivo de determinar a prevalência e época do diagnóstico de cardiopatias funcionais e estruturais nos fetos das gestantes diabéticas pela Dopplerecocardiografia fetal, bem como relacionar o acometimento cardíaco fetal com a gravidade do diabetes materno. Para a análise estatística foram utilizados o teste do qui-quadrado e o teste de Fisher com nível de significância < 0,05. A média da idade materna foi 29,7±6,9 anos e a média da idade gestacional no diagnóstico das cardiopatias foi 26,9±4,7 semanas. Das 100 gestantes avaliadas, 16 apresentaram fetos com cardiopatias estruturais. A comunicação interventricular foi a cardiopatia estrutural mais frequente registrada em 14/16 (87,5%). A maior parte dos diagnósticos de cardiopatia estrutural foi realizada antes da 26a semana de gestação. A prevalência de miocardiopatia hipertrófica encontrada foi 42/100. Sete dos 42 fetos com miocardiopatia hipertrófica apresentavam cardiopatia estrutural associada (16,7%), sendo também a comunicação interventricular a mais prevalente com percentual de 5/7 (71,5%). Cinco dos 100 fetos apresentaram malformações/ alterações extracardíacas associadas a algum distúrbio cardíaco. A gravidade da doença materna, representada pelo uso de insulina pela mãe foi associada à presença de miocardiopatia hipertrófica. Esta esteve presente em 29/49 (59%) gestações em que foi necessário o uso do medicamento, comparada a 13/51 (25%) das gestações que não o utilizaram, diferença estatisticamente significante (p=0,001). Conclusões: a presença de miocardiopatia hipertrófica fetal foi associada à gravidade do diabetes materno e a elevada prevalência de miocardiopatia hipertrófica e de cardiopatias estruturais fetais observadas nesta série reiteram a importância de encaminhamento precoce de todas as gestantes diabéticas, principalmente as que necessitam de insulina, para avaliação de Dopplerecocardiograma fetal e acompanhamento evolutivo. Desta maneira pode-se fazer uma programação das condutas pré e pós-natal e atuação da equipe multidisciplinar.

Abstract

Assunto

Cardiologia, Pediatria

Palavras-chave

Ecocardiografia, Diabetes mellitus, Diabetes gestacional, Gestação, Coração fetal, Cardiopatias congênitas

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