Uso de sedativos em idosos: preditor de queda e fratura de fêmur entre idosos atendidos em um ambulatório de geriatria.
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Antônio Ignácio de Loyola Filho
Estevão Alves Valle
Estevão Alves Valle
Resumo
O uso de sedativos benzodiazepínicos e sedativos relacionados aos benzodiazepínicos (z-drogas) em geriatria é discutido na literatura por envolver mais riscos que benefícios nessa população, incluindo a ocorrência de quedas e fraturas. O presente estudo tem como objetivo investigar a utilização de sedativos entre idosos atendidos em ambulatório privado de geriatria em Belo Horizonte (MG), bem como sua associação com quedas e fraturas de fêmur. Trata-se de estudo longitudinal, no qual foi descrita a prevalência de uso de benzodiazepínicos e z-drogas entre idosos (60 anos ou mais) e avaliada sua associação com a incidência de queda e fratura por meio de regressão logística. Foram incluídos no estudo 7.821 idosos, com maioria feminina (72,5%), idade média de 77,5 anos e Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional (IVCF-20) médio de 16,5 pontos. A prevalência de uso de sedativos em geral foi de 6,19%, sendo 4,48% de benzodiazepínicos e 1,98% de z-drogas. Os medicamentos sedativos mais utilizados foram clonazepam (29,0%), zolpidem (28,6%) e alprazolam (23,4%). Relatou-se queda para 182 idosos (2,33%), com incidência maior entre usuários de sedativos (4,34; p=0,002; OR=1,94 ajustada por sexo, idade e IVCF-20) e de benzodiazepínicos (5,14%; p<0,001; OR=2,28) do que entre não usuários (2,19%). Identificou-se fratura de fêmur em 33 idosos (0,42%), sendo mais frequente entre usuários de sedativos (1,03%; p=0,032; OR=2,57) e de benzodiazepínicos (1,43%; p=0,003; OR=3,45) do que entre não usuários (0,38%). Conclui-se que a incidência de quedas e fraturas de fêmur em idosos possui associação com o uso de medicamentos sedativos, em especial os benzodiazepínicos.
Abstract
The use of benzodiazepine sedatives and benzodiazepine-related sedatives (zdrugs) in geriatrics is discussed in the literature because it involves more risks than
benefits in this population, including the occurrence of falls and fractures. The
present study aims to investigate the use of sedatives among older people attended
at a private geriatrics outpatient clinic in Belo Horizonte (MG), as well as its
association with falls and femoral fractures. This is a longitudinal study, in which the
prevalence of benzodiazepines and z-drugs use among older people was described
and their association with the incidence of falls and fractures was evaluated using
logistic regression. A total of 7,821 elderly people were included in the study, most of
them female (72.5%), mean age of 77.5 years and an average Clinical Functional
Vulnerability Index (IVCF-20) of 16.5 points. The prevalence of use of sedatives in
general was 6.19%, with 4.48% of benzodiazepines and 1.98% of z-drugs. The most
used sedative drugs were clonazepam (29.0%), zolpidem (28.6%) and alprazolam
(23.4%). Fall was reported for 182 patients (2.33%), with a higher incidence among
sedative users (4.34; p=0.002; OR=1.94 adjusted for gender, age and IVCF-20) and
benzodiazepines (5.14%; p<0.001; OR=2.28) than among non-users (2.19%).
Femoral fractures were identified in 33 patients (0.42%), being more frequent among
users of sedatives (1.03%; p=0.032; OR=2.57) and benzodiazepines (1.43%; p=
0.003; OR=3.45) than among non-users (0.38%). It is concluded that the incidence of
falls and femoral fractures in the elderly is associated with the use of sedative drugs,
especially benzodiazepines.
Assunto
Palavras-chave
Idosos, Hipnóticos e sedativos, Benzodiazepinas, Acidentes por quedas, Fraturas do fêmur, Estudos longitudinais