As perversões ficcionais da representação: de Vaimaca Perú a Antônio Conselheiro
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Heloisa Maria Murgel Starling
Graciela Ines Ravetti de Gomez
Rachel Esteves Lima
Angela Maria Rossas Mota de Gutiérrez
Graciela Ines Ravetti de Gomez
Rachel Esteves Lima
Angela Maria Rossas Mota de Gutiérrez
Resumo
O presente trabalho centra-se na análise da idealização como forma de reconhecimento da subalternidade, idealização que se pretende garantia de uma 'ordem' no marco das dinâmicas disciplinares do poder. Esse poder é aquele no qual se vinculam as alteridades de uma forma que, aprioristicamente, se considerará perversa por resultar consciente negação do mesmo que pretende apreender e representar. A idealização a que se refere é a forma de tornar invisível tudo o que não alimenta, desde os grupos subalternos (e, por subalternos, também ameaçadores), o discurso da 'lei', entendida no sentido aristotélico: a lei como forma de organizar o universo cultural desde o discurso do poder, de torná-lo homogêneo e, por isso, disciplinado, domesticado. O reconhecimento nesse caso é precisamente não reconhecer a alteridade ou, com maior exatidão, reconhecê-la desde os parâmetros perversos dos quais parte-se nessa distorção da imago original. Estudar os mecanismos dessas idealizações, e como elas se manifestam em certos discursos artísticos e críticos, determinou parte capital do interesse da pesquisa, assim como a análise e a reflexão que estas formações discursivas estabelecem com outras - menos tácitas e mais evidentes - próprias da hegemonia. Dois episódios em que a alteridade representa, originalmente, uma ameaça muito franca (e uma possibilidade de revisar os conceitos de subalternidade e poder) são os que foram eleitos como ponto de partida do corpus a ser trabalhado: Canudos, no Brasil; Salsipuedes, no Uruguai. Tentar uma projetividade em conflitos que parecem, em primeira instância, não privativos desses dois espaços, mas sim de um alcance significativo na realidade continental latino-americana é, também, um aspecto essencial do trabalho aqui exposto.
Abstract
Assunto
Alteridade, Vaimaca Perú, 1780-1833, Literatura e história, Escravidão Uruguai, Salsipuedes , Batalha de, 1831, Identidade, Brasil História Guerra dos Canudos 1897, Conselheiro, Antonio, 1828-1897, Literatura
Palavras-chave
Subalternidade, Salsipuedes, Canudos