As perversões ficcionais da representação: de Vaimaca Perú a Antônio Conselheiro

dc.creatorMarcela Liliana Caetano Popoff
dc.date.accessioned2019-08-14T08:28:48Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:00:25Z
dc.date.available2019-08-14T08:28:48Z
dc.date.issued2010-02-05
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-82GNUQ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAlteridade
dc.subjectVaimaca Perú, 1780-1833
dc.subjectLiteratura e história
dc.subjectEscravidão Uruguai
dc.subjectSalsipuedes , Batalha de, 1831
dc.subjectIdentidade
dc.subjectBrasil História Guerra dos Canudos 1897
dc.subjectConselheiro, Antonio, 1828-1897
dc.subjectLiteratura
dc.subject.otherSubalternidade
dc.subject.otherSalsipuedes
dc.subject.otherCanudos
dc.titleAs perversões ficcionais da representação: de Vaimaca Perú a Antônio Conselheiro
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Wander Melo Miranda
local.contributor.referee1Heloisa Maria Murgel Starling
local.contributor.referee1Graciela Ines Ravetti de Gomez
local.contributor.referee1Rachel Esteves Lima
local.contributor.referee1Angela Maria Rossas Mota de Gutiérrez
local.description.resumoO presente trabalho centra-se na análise da idealização como forma de reconhecimento da subalternidade, idealização que se pretende garantia de uma 'ordem' no marco das dinâmicas disciplinares do poder. Esse poder é aquele no qual se vinculam as alteridades de uma forma que, aprioristicamente, se considerará perversa por resultar consciente negação do mesmo que pretende apreender e representar. A idealização a que se refere é a forma de tornar invisível tudo o que não alimenta, desde os grupos subalternos (e, por subalternos, também ameaçadores), o discurso da 'lei', entendida no sentido aristotélico: a lei como forma de organizar o universo cultural desde o discurso do poder, de torná-lo homogêneo e, por isso, disciplinado, domesticado. O reconhecimento nesse caso é precisamente não reconhecer a alteridade ou, com maior exatidão, reconhecê-la desde os parâmetros perversos dos quais parte-se nessa distorção da imago original. Estudar os mecanismos dessas idealizações, e como elas se manifestam em certos discursos artísticos e críticos, determinou parte capital do interesse da pesquisa, assim como a análise e a reflexão que estas formações discursivas estabelecem com outras - menos tácitas e mais evidentes - próprias da hegemonia. Dois episódios em que a alteridade representa, originalmente, uma ameaça muito franca (e uma possibilidade de revisar os conceitos de subalternidade e poder) são os que foram eleitos como ponto de partida do corpus a ser trabalhado: Canudos, no Brasil; Salsipuedes, no Uruguai. Tentar uma projetividade em conflitos que parecem, em primeira instância, não privativos desses dois espaços, mas sim de um alcance significativo na realidade continental latino-americana é, também, um aspecto essencial do trabalho aqui exposto.
local.publisher.initialsUFMG

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