Análise longitudinal de perfil inflamatório e comprometimento cognitivo em indivíduos com COVID-19 leve a moderado
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Bernardo de Mattos Viana
Jonas Jardim de Paula
Roney Santos Coimbra
André Luiz de Carvalho Braule Pinto
Jonas Jardim de Paula
Roney Santos Coimbra
André Luiz de Carvalho Braule Pinto
Resumo
A síndrome pós-COVID manifesta-se como uma condição pós-infecção por SARS-CoV-2, caracterizada por sintomas persistentes e multifacetados que afetam pacientes independentemente da severidade inicial da infecção. Neste estudo de coorte observacional prospectivo de trinta meses, avaliamos os sintomas cognitivos de longo prazo das condições pós-COVID em indivíduos com casos leves de COVID-19 e examinamos os níveis de citocinas como um potencial biomarcador para neuroinflamação. A análise incluiu 216 participantes com uma média de 17 anos de escolaridade, sendo que 82,88% mantiveram desempenho cognitivo normal, enquanto 17,12% apresentaram comprometimento cognitivo persistente. Citocinas como IL-1 alpha, IP-10 (CXCL10) e NGF beta foram associadas a um aumento na chance de comprometimento cognitivo, enquanto IL-6, IL-21, VEGFD e PIGF-1 foram associadas a uma redução na chance de comprometimento. A análise de rede mostrou interações complexas entre essas citocinas, sugerindo um papel
dual em suas funções inflamatórias e anti-inflamatórias. Os achados são consistentes com estudos anteriores que identificam a COVID-19 como um fator potencial de declínio cognitivo, mesmo em casos leves. A correlação positiva entre IL-6 e IL-1 alpha reforça a hipótese de um ciclo inflamatório amplificado. A análise de rede revela interações entre citocinas que podem atuar tanto como pró-inflamatórias quanto anti-inflamatórias, dependendo do contexto e da maturidade do sistema imunológico. A persistência de citocinas pró-inflamatórias pode estar associada ao comprometimento cognitivo em pacientes pós-COVID-19. A análise detalhada das
interações sugere a necessidade de abordagens terapêuticas que modulam a resposta inflamatória para prevenir ou mitigar o comprometimento cognitivo. A pesquisa destaca a importância de um acompanhamento contínuo e multidimensional para entender completamente as ramificações neurocognitivas da COVID-19 e orientar futuras intervenções terapêuticas.
Abstract
Post-COVID syndrome manifests as a post-infection condition by SARS-CoV-2, characterized by persistent and multifaceted symptoms affecting patients regardless of the initial severity of the infection. In this thirty-month prospective observational cohort study, we evaluated the long-term cognitive symptoms of post-COVID conditions in individuals with mild COVID-19 cases and examined cytokine levels as potential biomarkers for neuroinflammation. The analysis included 216 participants with an average of 17 years of schooling, of which 82.88% maintained normal cognitive performance, while 17.12% showed persistent cognitive impairment. Cytokines such as IL-1 alpha, IP-10 (CXCL10), and NGF beta were associated with an increased chance of cognitive impairment, while IL-6, IL-21, VEGFD, and PIGF-1 were associated with a reduced chance of impairment. Network analysis revealed complex interactions among these cytokines, suggesting a dual role in their inflammatory and anti-inflammatory functions. The findings are consistent with previous studies identifying COVID-19 as a potential factor for cognitive decline, even in mild cases. The positive correlation between IL-6 and IL-1 alpha reinforces the hypothesis of an amplified inflammatory cycle. Network analysis reveals interactions among cytokines that can act as both pro-inflammatory and anti-inflammatory, depending on the context and maturity of the immune system. The persistence of
pro-inflammatory cytokines may be associated with cognitive impairment in post-COVID-19 patients. Detailed analysis of interactions suggests the need for therapeutic approaches that modulate the inflammatory response to prevent or mitigate cognitive impairment. The research highlights the importance of continuous and multidimensional monitoring to fully understand the neurocognitive ramifications of COVID-19 and guide future therapeutic interventions.
Assunto
COVID-19, Citocinas, Disfunção cognitiva, Doenças neuroinflamatórias, Neuroproteção, SARS-CoV-2, Humanos, Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
COVID-19, Citocinas, Disfunção cognitiva, Doenças neuroinflamatórias, Neuroproteção