Diálogos teóricos sobre a constituição do ser jovem/ser aluno

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Monografia de especialização

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Shirlei Rezende Sales
Renata Silva Bergo

Resumo

Com o olhar antropológico sobre a constituição do ser jovem/ser aluno, este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo a análise teórica dos sujeitos jovens na relação com a escola. Sustenta o caráter teórico conceitual deste diálogo com a temática da juventude contemporânea, a bibliografia discutida no Curso Juventude, Escola e Cultura - de modo especial - a produção acadêmica de Juarez Dayrell(2005,2007). O eixo teórico que o caracteriza são as discussões em torno das relações da cultura escolar com as culturas juvenis em seus conflitos e tensões. Ciente de que a escola é a principal responsável por produzir o aluno e sua subjetividade, se faz urgente pensar na contribuição que a mesma pode dar ao jovem ao possibilitar que ele se conheça mais (identidade) e se constitua amplamente como humano. Quando a escola deseja apenas o aluno e não dá visibilidade ao jovem, a instituição enfrenta inúmeros problemas. Ao reduzir os sujeitos a alunos (evidenciando neles só o aspecto cognoscente) a escola vive a sua lógica instrumental e torna-se ela mesma o centro. O desafio que está posto é o de trazer o sujeito para o eixo central da escola. Aprimorar o olhar sobre os alunos, compreendendo-os como sujeitos sócio-culturais, para assim superar a visão homogeneizante do aluno. Porque tal visão não cabe mais. Hoje a Antropologia nos indica a não existência de uma realidade dada e universal, tudo é visto como construção histórica, num outro momento e noutro modelo. Assim, os papéis de aluno e professor também não são dados, mas sim construídos nas relações de poder. Para dar outro significado tanto à escola quanto ao aluno, é preciso que muitos tenham acesso aos novos discursos que estão sendo produzidos nas universidades. Ser professor desses sujeitos implica em estar aberto à escuta, ao diálogo. São eles que podem e estão dizendo o tempo todo e todo o tempo quem são eles. Cabe ao professor (e à escola) tratá-los como eles são, não vê-los só como alunos, mas como jovens – sujeitos de direitos – em busca identitária e de autonomia. Portanto, é fundamental a aprendizagem da escolha porque implica em auto-conhecimento e reflexividade. E se a escola possibilitar no seu espaço a aprendizagem de relações coletivas, pensando sempre na perspectiva do sujeito, poderá imaginar e experimentar alternativas, e celebrar, inclusive, as diferenças. Que o diálogo e a escuta se tornem práticas pedagógicas permanentes, pois ambos são possibilitadores da construção, desconstrução e reconstrução de conceitos.

Abstract

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Palavras-chave

Juventude, Escola, Cultura, Produção social

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