Notas sobre os suicídios : a vida imantada
| dc.creator | Laura Facury Moreira | |
| dc.date.accessioned | 2023-06-04T14:02:24Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T01:00:17Z | |
| dc.date.available | 2023-06-04T14:02:24Z | |
| dc.date.issued | 2015-09-21 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/54440 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Suicídio | |
| dc.subject | Psicanálise | |
| dc.subject | Saúde pública | |
| dc.subject.other | Suicídio | |
| dc.subject.other | Saúde pública | |
| dc.subject.other | Psicanálise | |
| dc.subject.other | Preservação do Eu | |
| dc.title | Notas sobre os suicídios : a vida imantada | |
| dc.type | Monografia de especialização | |
| local.contributor.advisor1 | Cassandra Pereira França | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/8522990706627775 | |
| local.description.resumo | De acordo com dados publicados pela OMS em 2014 em diversos países do mundo o suicídio se encontra entre as dez causas de morte mais frequentes e o registro de tentativa de suicídio alcança também números exorbitantes, mas presume-se que o número real de tentativas ultrapasse muito o registrado. Diante deste importante dado de saúde pública e principalmente da constatação de um sofrimento psíquico que se apresenta de uma forma específica, o presente trabalho pretende fazer os seguintes questionamentos: Qual é o ponto, do funcionamento psíquico que, diante do sofrimento, determinaria a “escolha” subjetiva de uma saída pela via da vida ou pela via da morte? Sendo a morte um ato tão radical, o que poderia estar por trás de sua aparência, daquilo que ela evidencia como destruição, interrupção da vida? Tomando a psicanálise como alicerce dos caminhos escolhidos para serem trilhados neste trabalho, inicialmente faz-se uma reflexão sobre o conceito de pulsão de morte e seu papel no suicídio: seria ela justamente a motivadora do suicídio, ou poderia esse ser tomado como a manifestação por excelência desta pulsão, da tendência ao inorgânico, à inexistência. Faz-se um percurso de complexificação do conceito passando por Freud, Lacan (na leitura de Garcia Roza) e Laplanche. Posteriormente outro caminho é apontado para a reflexão acerca do suicídio: e se o suicídio não fosse necessariamente uma manifestação da morte? Se não fosse necessariamente (auto)destrutivo? E se o suicídio estivesse mais a serviço de elementos de vida, da permanência, da preservação, do que ele pode evidenciar? Essas investigações levaram a compreensões importantes para a clínica com esses pacientes. Percebe-se que na tentativa de sucídio uma possibilidade compreensão é que os ataques pulsionais internos ao sujeito, em direção a sua própria rede egóica pode parecer (ao sujeito) mais ameaçador que a morte real, desta forma a saída pela via da morte real aparece como a própria preservação do Eu. Compreende-se também que a função do outro como alteridade e nomeador de sentido para o outro pode ser determinante para uma saída alternativa à morte. O amor e o cuidado endereçados ao sujeito podem criar uma imantação do Eu, e desta forma facilitar ou até mesmo proporcionar outras formas menos mortíferas de elaboração psíquica. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Curso de Especialização em Teoria Psicanalítica |