Sobre outras revoluções possíveis: o lazer e a festa como forma de resistência nas ocupações urbanas da Izidora
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Rita de Cássia Lucena Velloso
Denise Morado Nascimento
Manuel Delgado Ruiz
Alexandra do Nascimento Passos
Gilvander LuilíMoreira
Denise Morado Nascimento
Manuel Delgado Ruiz
Alexandra do Nascimento Passos
Gilvander LuilíMoreira
Resumo
Esta pesquisa busca levantar a discussão sobre as práticas de lazer como forma de
resistência à produção hegemônica do espaço urbano, a partir da vivência das
ocupações urbanas da Izidora, em Belo Horizonte/MG, desvelando aqui outros
elementos inseridos no meio da luta por moradia, apontando para uma luta pelo
direito à vida urbana, pelo direito de rir e ser feliz na cidade. Esta pesquisa ancorase
em vivenciar e refletir sobre o lazer nas ocupações, observando a produção do
espaço por meio das brincadeiras, festas e jogos em territórios que se constituem
em meio a um conflito urbano emblemático que desarticulou um projeto milionário
que era previsto para a região. Essas práticas espaciais são sustentadas por
saberes populares, que, mesmo sem suporte institucional que garanta o acesso a
direitos básicos para uma vida digna, colocam em manifesto outras formas de
produção do espaço construídas cotidianamente. Junto das ocupações Rosa Leão,
Esperança, Vitória e Helena Greco, na região da Izidora, foram verificadas quais são
as práticas espontâneas de lazer e onde estas se territorializam, participando assim
da parte mais agradável e prazerosa da vida. Entende-se aqui que o jogo, o riso e a
festa têm a capacidade de humanizar a cidade, reivindicando-a por seu valor de uso,
sendo contraproducente e, por isso mesmo, com potência de dissolver as formas
hegemônicas de produção da cidade. Por ser parte essencial da vida, o brincar
espontâneo abarca a noção de autonomia, liberdade, subversão, atitude lúdica,
culturas populares e tempo-espaço. Ao cruzar essas dimensões entendendo
principalmente quem, onde e como elas são praticadas, defende-se o lazer como
uma alegre forma de resistência e revolucionária, pelo fato de ser livre, de atuar nos
corpos, no imaginário, na subjetividade e na intersubjetividade.
Abstract
This research seeks to raise the discussion about leisure practices as a form of
resistance to the hegemonic production of urban space, based on the experience of
Izidora Urban Occupations in Belo Horizonte / MG, unveiling here other elements
inserted in the middle of the struggle for housing, pointing to a struggle for the right to
urban life, for the right to laugh and be happy in the city. This research is anchored in
experiencing and reflecting on leisure in occupations, mapping the production of
space through plays, parties and games in territories that are in the midst of an
emblematic urban conflict that disrupted a millionaire project that was planned for the
region. These spatial practices are supported by popular knowledge that even
without institutional support that guarantees access to basic rights for a dignified life,
put in manifestation other forms of production of the space constructed daily. Along
with the occupations of Rosa Leão, Esperança, Vitória and Helena Greco in the
region of Izidora, the spontaneous leisure practices were verified and where these
are territorialized, thus participating in the most pleasant and pleasurable part of life.
It is understood here that the plays, the laughter and the party have the capacity to
humanize the city, claiming it for its use value, being counterproductive and,
therefore, with the power to dissolve the hegemonic forms of production of the city.
Being an essential part of life, spontaneous play encompasses the notion of
autonomy, freedom, subversion, playful attitude, popular cultures and time-space. In
crossing these dimensions, mainly understanding who, where and how they are
practiced, leisure is defended as a joyful form of resistance and revolutionary
because it is free, to act in the bodies, in the imaginary in subjectivity and
intersubjectivity.
Assunto
Lazer, Festas populares, Movimentos sociais urbanos, Espaço urbano
Palavras-chave
Lazer, Festa, Ocupações Urbanas, Produção do Espaço, Izidora, Direito à vida urbana
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