Classificação do tamanho da comunicação interatrial segundo parâmetros ecocardiográficos e sua associação com o quadro clínico em crianças e adolescentes
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Fátima Derlene da Rocha Araújo
Rosália Morais Torres
Rosália Morais Torres
Resumo
Introdução: A classificação do tamanho da comunicação interatrial (CIA) em crianças e adolescentes é feita com base em dados clínicos e ecocardiográficos. São escassos estudos com medidas lineares e simples ao ecocardiograma que possam subsidiar a classificação da magnitude da CIA. Objetivos: Investigar, por meio da avaliação clínica e do ecocardiograma, a relação entre a repercussão hemodinâmica da CIA e as medidas da relação entre o diâmetro do anel mitral e o diâmetro da CIA (MI/CIA) e da relação entre o diâmetro da CIA e o diâmetro do septo interatrial (CIA/septo) e descrever os pontos de corte dessas relações que permitissem classificar o defeito quanto a sua magnitude. Métodos: Estudo observacional, prospectivo e transversal com 35 pacientes com idades entre 1 mês e 18 anos, com diagnóstico de CIA isolada com orifício único. Foi feita classificação do tamanho da CIA com base em parâmetros clínicos e ecocardiográficos e estudada a associação com as medidas CIA/septo e MI/CIA. Os parâmetros utilizados foram o método clínico do sistema cardiovascular, a avaliação subjetiva da dilatação das câmaras direitas comparativamente à área das câmaras esquerdas ao ecocardiograma e o valor de Z escore do anel tricúspide. Resultados: A média de idade foi 6,3 anos, 24 participantes (69%) do sexo feminino, média da superfície corporal de 0,8m², média da CIA de 13,5 mm e 10 com insuficiência cardíaca. A classificação clínica da CIA foi considerada pequena em 12, média em 18 e grande em cinco pacientes. Houve correlação dessa classificação com MI/CIA (coeficiente de Pearson de -0,61; p<0,001), com relação fluxo pulmonar/sistêmico (QP/QS) (coeficiente de Pearson de 0,62; p=0,002) e com CIA/septo (Pearson de 0,56; p<0,001). Houve forte correlação entre MI/₢IA e CIA/septo (-0,80; p<0,001), MI/CIA e QP/QS (-0,76; p<0,001) e CIA/septo e QP/QS (0,63; p=0,001). Houve dilatação importante do ventrículo direito em 17 pacientes com correlação com Z escore do anel tricúspide (Pearson de 0,58; p<0,001). Por meio da curva de operação característica, com a variável estável a classificação da CIA segundo tamanho subjetivo de câmaras direitas, foi obtida a área abaixo da curva de 0,85 para a relação CIA/septo (intervalo de confiança de 95%: 0,70-0,99; p=0,001). O melhor ponto de corte foi de 0,27, com sensibilidade 85% e especificidade de 86,7% para diagnóstico de CIA grande. O valor preditivo positivo foi de 86% e o valor preditivo negativo foi de 85,2%, com razão de verossimilhança positiva de 6,39. Conclusões: CIA/septo e MI/CIA se associaram às classificações clínica e ecocardiográfica segundo tamanho subjetivo de câmaras direitas. Não foi possível delimitar ponto de corte para MI/CIA que permitisse classificar a magnitude da CIA. CIA/septo mostrou-se útil na detecção de CIA grande.
Abstract
Assunto
Comunicação Interatrial, Ecocardiografia, Valva Tricúspide, Septo Interatrial
Palavras-chave
Comunicação interatrial, Ecocardiografia, Valva tricúspide, Septo interatrial