Pardo é negro? disputas e dilemas em torno da autodeclaração de pardos (as) no contexto das políticas de ações afirmativas no ensino superior brasileiro

dc.creatorNatália Silva Colen
dc.date.accessioned2026-02-02T18:34:53Z
dc.date.issued2025-10-10
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1556
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectNegros (Educação Superior) - Brasil
dc.subjectIdentidade racial
dc.subjectNegros - Identidade racial
dc.subjectRelações étnicas
dc.subjectFenótipo
dc.subjectAções afirmativas
dc.subject.otherIdentidade racial
dc.subject.otherAutodeclaração
dc.subject.otherHeteroidentificação racial
dc.subject.otherPardos
dc.subject.otherAções afirmativas
dc.titlePardo é negro? disputas e dilemas em torno da autodeclaração de pardos (as) no contexto das políticas de ações afirmativas no ensino superior brasileiro
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Rodrigo Ednilson de Jesus
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4007632372889566
local.contributor.referee1Natalino Neves da Silva
local.contributor.referee1Ana Amélia de Paula Laborne
local.contributor.referee1Shirley Aparecida de Miranda
local.contributor.referee1Lia Vainer Schucman
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4258346076359172
local.description.resumoA tese investiga os dilemas e disputas em torno da autodeclaração parda no Brasil, no contexto das políticas de ações afirmativas. O estudo busca compreender como sujeitos que se autodeclaram pardos constroem suas identificações raciais e quais elementos sociais e subjetivos orientam esse processo. Foram realizadas entrevistas em profundidade que evidenciam as tensões entre autodeclaração e heteroidentificação, revelando como a implementação das ações afirmativas provocou diferentes grupos a revisitar e problematizar suas identidades raciais. As análises apontam ambiguidades significativas: de um lado, indivíduos socialmente lidos como brancos que recorrem à autodeclaração parda; de outro, sujeitos lidos como pardos que se aproximam da identidade negra, enfrentando dilemas de passabilidade, pertencimento e exclusão. Os resultados indicam que a autodeclaração parda não pode ser compreendida como escolha individual isolada, mas como fenômeno atravessado por discursos históricos sobre mestiçagem, branquitude e democracia racial, bem como pelas práticas institucionais de heteroidentificação e pelas políticas de ações afirmativas. Assim, a nomeação parda revela-se um território instável de significados, em que fronteiras raciais são constantemente tensionadas e renegociadas. A pesquisa contribui, portanto, para o debate contemporâneo sobre raça, identidade e políticas públicas, ao evidenciar que as ações afirmativas não apenas democratizam o acesso, mas também deslocam percepções e discursos sobre pertencimento racial no Brasil. Nesse cenário, as bancas de heteroidentificação se afirmam como instrumentos legítimos e necessários à garantia da justiça racial e à efetividade das políticas públicas.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-2302-8562
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social
local.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS

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