Características da vizinhança e participação social na ocorrência de sintomas depressivos em adultos mais velhos residentes em áreas urbanas: estudo ELSI-Urbe

dc.creatorPablo Cardozo Roccon
dc.date.accessioned2025-08-12T14:29:53Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:17:48Z
dc.date.available2025-08-12T14:29:53Z
dc.date.issued2025-08-01
dc.description.abstractIntroduction: Depression symptoms challenge the healthy aging promotion, particularly in countries with low average income where the population is aging, the urban population is growing, and urbanization processes are defined by structural inequalities. Studies have proved it is important to investigate the association of depressive symptoms; and neighborhood perception; and social participation among elders in both low- and average-income countries. It is also important to understand how gender, race, and income inequalities frame these aspects. Objective: To analyze differences in neighborhood perception based on race/color, per capita household income, and gender, and the association of depressive symptoms with neighborhood perception and social participation on Brazilian elders living in urban areas. Method: Information of 7,935 (84.3%) urban area (fifty-year-old or older) residents was gathered from ELSI-Brasil. On the first article, with 7,357 participants, differences of gender, race/color and per capita household income in neighborhood perception were explored through prevalence estimates adjusted by age and/or sex. A matrix of critical processes was created based on the literature and the results. On the second and third articles, the association of depressive symptoms (evaluated through the 8-item Center for Epidemiologic Studies–Depression Scale), the neighborhood perception (7,115 participants), and the levels of social participation (6,903 participants), were studied. Univariate and multiple analyses were performed using Poisson regression, adjusted for sociodemographic and health characteristics for the total sample and by sex. Results: The prevalence of depressive symptoms was 34.9%, 43.8% among women and 24.5% among men. Associations between the increased prevalence of depressive symptoms and problems with urban mobility, noise pollution, physical disorder, violence, insecurity feelings, lack of neighborhood pleasantness and social cohesion were observed for the total sample and among women. Except for insecurity feelings, the other associations were significant among men. Women, brown and black people with both low and average income have shown the worst neighborhood perception. Regarding social participation, a reduction in the prevalence of depressive symptoms was identified among participants who reported level 1 activities (alone, at home), 2 (in parallel with others, outside their homes), 3 (socially oriented collective), 4 (collective oriented towards a common goal), and 6 (collective oriented towards contributing to society in general). When stratified by gender, the association remained significant for women at levels 1 to 4 and for men only at level 1. Conclusion: Healthy aging promotion in Brazil requires urban interventions that address structural inequalities of gender, race/color, and income. The rebuilding of urban spaces must prioritize improvements on mobility and infrastructure in neighborhoods. It is also fundamental to strengthen social cohesion and encourage community participation by creating age-friendly urban environments. These combined actions may promote greater equity regarding the physical and social conditions in different neighborhoods, improve life quality, and contribute to a reduction in the prevalence of depressive symptoms among elders.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/84336
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectDepressão
dc.subjectCaracterísticas da Vizinhança
dc.subjectParticipação Social
dc.subjectEnvelhecimento
dc.subjectSaúde da População Urbana
dc.subjectFatores Socioeconômicos
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherSintomas depressivos
dc.subject.otherEnvelhecimento
dc.subject.otherAmbiente da Vizinhança
dc.subject.otherDesigualdade social
dc.subject.otherParticipação Social
dc.subject.otherSaúde Coletiva
dc.subject.otherSaúde Urbana
dc.titleCaracterísticas da vizinhança e participação social na ocorrência de sintomas depressivos em adultos mais velhos residentes em áreas urbanas: estudo ELSI-Urbe
dc.title.alternativeNeighborhood characteristics and social participation in the occurrence of depressive symptoms in older adults living in urban areas: the ELSI-Urbe study
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Amanda Cristina de Souza Andrade
local.contributor.advisor1Waleska Teixeira Caiaffa
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5554105445685933
local.contributor.referee1Helena Moraes Cortes
local.contributor.referee1Sergio William Viana Peixoto
local.contributor.referee1Bruno Pereira Nunes
local.contributor.referee1Vanessa Moraes Bezerra
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8642388905669871
local.description.embargo2027-08-01
local.description.resumoIntrodução: Os sintomas depressivos são um desafio à promoção do envelhecimento saudável, em especial em países de renda média e baixa, que relatam acelerado envelhecimento populacional concomitantemente ao crescimento das populações urbanas, em meio a processos de urbanização marcados por desigualdades estruturais. Estudos demonstram a importância de investigar a associação entre sintomas depressivos com a percepção da vizinhança e a participação social entre adultos mais velhos em países de renda média e baixa, e compreender como as desigualdades de gênero, raça e renda modulam essas exposições. Objetivo: Analisar as diferenças na percepção da vizinhança segundo raça/cor, renda domiciliar per capita e gênero e a associação dos sintomas depressivos com a percepção da vizinhança e a participação social entre brasileiros adultos mais velhos residentes em áreas urbanas. Método: Incluíram-se informações de 7.935 (84,3%) residentes em áreas urbanas participantes da linha de base do ELSI-Brasil (≥ 50 anos). No artigo 1 (7.357 participantes) foram exploradas as diferenças de gênero, raça/cor e renda domiciliar per capita na percepção da vizinhança por meio das estimativas de prevalências ajustadas por idade e/ou sexo. Com base na literatura e nos resultados, foi construída uma matriz de processos críticos. Nos artigos 2 e 3 foram investigadas a associação entre sintomas depressivos (avaliados pela 8-item Center for Epidemiologic Studies–Depression Scale), a percepção da vizinhança (7.115 participantes) e níveis de participação social (6.903 participantes), respectivamente. Foram realizadas análises univariadas e múltiplas utilizando regressão de Poisson, ajustadas por características sociodemográficas e de saúde, para a amostra total e por sexo. Resultado: A prevalência de sintomas depressivos foi de 34,9%, sendo 43,8% e 24,5% entre mulheres e homens. Observaram-se associações entre o aumento na prevalência de sintomas depressivos e problemas de mobilidade urbana, poluição sonora, desordem física, violência, sensação de insegurança, ausência de agradabilidade do bairro e de coesão social para o total da amostra e entre as mulheres. Entre os homens, exceto sensação de insegurança, as demais associações foram significativas. Mulheres, pardos e pretos e aqueles com renda média ou baixa apresentaram piores percepções da vizinhança. Em relação à participação social, identificou-se redução nas prevalências de sintomas depressivos entre participantes que relataram atividades de nível 1 (sozinho, ambiente domiciliar), 2 (em paralelo a outros, fora do ambiente doméstico), 3 (coletivo orientada socialmente), 4 (coletivo orientada por objetivo comum) e 6 (coletivo orientada para contribuir com a sociedade em geral). Quando estratificada por gênero, a associação manteve-se significativa para mulheres nos níveis 1 a 4 e para os homens somente no nível 1. Conclusão: A promoção do envelhecimento saudável no Brasil exige intervenções urbanas que enfrentem as desigualdades estruturais de gênero, raça/cor e renda. A requalificação dos espaços urbanos deve priorizar melhorias na mobilidade e na infraestrutura das vizinhanças. Paralelamente, é fundamental fortalecer a coesão social e estimular a participação comunitária, criando ambientes urbanos age-friendly. Essas medidas combinadas podem promover maior equidade nas condições físicas e sociais das diferentes vizinhanças, melhora na qualidade de vida, corroborando a redução na prevalência de sintomas depressivos entre adultos mais velhos.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-2696-5786
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública

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