Abordagem terapêutica da carbamazepina.
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Flávia Dayrell França
Resumo
A epilepsia é uma doença cerebral crônica, definida por alterações
neurológicas em que ocorrem convulsões periódicas e imprevisíveis, sendo
convulsão caracterizada por uma alteração transitória do comportamento
devido a descargas elétricas anormais dos neurônios cerebrais. O primeiro
relato mencionando o distúrbio data acerca de 2000 a.C. e durante longos
séculos posteriores crenças, mitos e interpretações errôneas envolviam a
epilepsia. Com o desenvolvimento da psicofarmacoterapia a partir dos anos 50,
muitos pacientes anteriormente marginalizados da sociedade, foram
reintegrados devido aos fármacos eficazes. Assim, em 1953, em Basiléia, na
Suíça, o químico Walter Schindler descobriu a carbamazepina durante sua
procura por um composto tricíclico com propriedades antipsicóticas
semelhantes à clorpromazina, introduzida no mercado recentemente. Acredita se que o mecanismo de ação anticonvulsivante ocorra através do bloqueio dos
canais de sódio voltagem-dependente, que são um dos principais responsáveis
pela rápida despolarização na membrana neuronal que ocorre nos processos
epilépticos. A carbamazepina é utilizada no tratamento de certos tipos de crises
convulsivas, possuindo ação favorável nas epilepsias focais ou generalizadas,
diminuindo de modo sensível as manifestações clínicas e aumentando a
frequências de crises generalizadas de ausência. Além do uso em situações
em que o paciente apresenta sintomatologia complexa psíquica,
psicossensorial e psicomotora. Entretanto observam-se reações adversas
relacionadas com o sistema nervoso central, gastrointestinal, cardiovascular e
renal. Desta forma, aconselha-se a monitorização terapêutica, através da
dosagem dos níveis do medicamento no organismo, garantindo um tratamento
eficaz, individualizado e com o mínimo de efeitos colaterais.
Abstract
Epilepsy is a chronic brain disease, defined by neurological changes that occur
in periodic and unpredictable seizures, being characterized by a transient
change in behavior due to abnormal electrical discharges from cerebral
neurons. The first report mentioning the disturbance date about 2000 b.C. and,
during long centuries later, beliefs, myths and misconceptions involving
epilepsy. With the development of psychotherapy from the 50s, many patients
previously marginalized of society were reinstated due to effective drugs. So, in
1953, in Basel, Switzerland, chemist Walter Schindler found carbamazepine
during his search for a tricyclic compound with properties similar to the
antipsychotic chlorpromazine, introduced in the market recently. It is believed
that the mechanism of anticonvulsant action occurs by blocking the sodium
channels voltage-dependent, which are one of the mainly contributor to the
rapid membrane depolarization in neuronal processes that occurs in epileptics.
Carbamazepine is used to treat certain types of seizures, with favorable action
in focal or generalized epilepsies, decreasing appreciably clinical
manifestations, and increasing the frequency of generalized seizures of
absence. In addition to the use in situations in which the patient complex
symptoms psychic, psychomotor and psychosensorial. However, adverse
reactions related to the central nervous system, gastrointestinal, cardiovascular
and renal function are observed. Therefore, it is advised the therapeutic drug
monitoring, by measurement of blood, providing an effective treatment,
individualized and with minimal side effects.
Assunto
Palavras-chave
Epilepsia, Carbamazepina, Anticonvulsivantes, Monitorização terapêutica
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