“Tudo se mistura porque está tudo no mesmo patamar”: cenas violentas na escola contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e outras identidades
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Esse artigo tem como objetivo analisar as violências contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e outras identidades, a partir de uma referencial teórico-conceitual pós-crítico. Constitui-se como pesquisa qualitativa, em que foram realizadas entrevistas presenciais com roteiro semiestruturado com nove pessoas, moradoras da Região Metropolitana de Belo Horizonte/MG e do interior do estado, cujas identidades e orientações sexuais, unidas, formam um grupo heterogêneo e rico em trajetória. As análises foram empreendidas no sentido de compreender os discursos em seus contextos de produção e performatização. As cenas relatadas iniciam-se na infância e perpassam as fases de suas vidas, com grande ênfase na escola. Também diferenciam as violências ocorridas em espaços urbanos em comparação com rurais. Ademais, a interseccionalidade é evidenciada por diferenciações dos fluxos de poder que atravessam seus corpos. Por fim, a necessidade do reconhecimento das violências, com especial atenção às designações, faz-se pulsante na sobrevivência da comunidade.
Abstract
Assunto
Performatividades, Interseccionalidade, LGBT, Escola
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http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/50050