Fundação dos objetos ideais e fenomenologia da expressão
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Claudinei Aparecido de Freitas da Silva
Scheila Cristiane Thomé
Scheila Cristiane Thomé
Resumo
Nesta pesquisa começo com as concepções da fenomenologia da expressão e do significado como concebida por Edmund Husserl nas suas Investigações Lógicas, para em seguida contrastar com as descrições da expressão em Merleau-Ponty, especificamente a partir das obras Fenomenologia da Percepção e da A Prosa do Mundo. No primeiro capítulo, mostro a rejeição de Husserl das teses do psicologismo para explicar a relação associativa entre os signos linguísticos e o significado; na qual o sentido afigura como uma espécie de objeto supraindividual, salvaguardando assim a validade ou possibilidade do conhecimento objetivo. A dificuldade será entender como esses objetos podem ser expressos e apreendidos nos atos de consciência individual. A solução será conceber a consciência como um conjunto de atos intencionais que por meio da sua relação com a intuição sensível, a encobre em uma síntese representativa, permitindo daí o enlace categorial das objetualidades e consequentemente a constituição da significação objetiva nas expressões. No segundo capítulo irei contrapor tal posição com a fenomenologia do sentido em Merleau-Ponty, segundo a qual a fixação do significado sob uma eidética acabaria por reduzir o ato expressivo enquanto um mero instrumento de acompanhamento da consciência. Em contrapartida, o que se propõe é que a fenomenologia deverá apresentar a sua crítica à consciência que visa fixar identidades absolutas nas expressões, e descrever o significado como emergindo das relações intersubjetivas da comunicação. Justamente porque o sentido é uma instituição coletivamente aberta e historicamente em disputa, sua constituição ocorre nas vivências de uso de seus falantes. A este respeito, a lógica do sentido não pode ser pura, mas uma lógica escorregadia de constante reversibilidade entre o eu, o outro e o mundo. No terceiro capítulo (apêndice) concluo com a crítica da consciência categorial que, ao mostrar a suposta afiguração dos objetos ideais nas expressões, inaugura uma consciência categorial resultante de um engaste objetivo e idealizado do que é intuído das vivências sensíveis.
Abstract
Assunto
Filosofia - Teses, Fenomenologia - Teses, Linguagem - Teses, Husserl, Edmund, 1859-1938, Merleau-Ponty, Maurice, 1908-1961
Palavras-chave
Edmund Husserl, Merleau-Ponty, Fenomenologia, Expressão, Linguagem, Significado