Racionalidade técnico-científica versus criatividade, ou algumas chaves para enfrentar o desconforto da arquitetura dentro da universidade contemporânea

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Resumo

Na universidade contemporânea, cursos, escolas e faculdades estão, em sua grande maioria, estabelecidas sobre um sistema que atribui prevalência aos modelos operativos da racionalidade técnica. A origem desse quadro remonta ao período compreendido entre 1850 e 1950, caracterizado por um enorme desenvolvimento do conhecimento formal de caráter técnico e científico. Coincide, também, com o período da criação de diversas universidades brasileiras e, dentro delas, cursos para a formação de profissionais especializados. Esses cursos iniciam uma natural busca por reconhecimento e legitimação. Ainda nesse momento os currículos de caráter mais normativo começam a ganhar espaço e o ideal cientificista que os preside incorpora a ideia de que a competência prática adquire maior status profissional quando é baseada num tipo de conhecimento sistematizado, reprodutível e passível de ser caracterizado como científico. Em suma, quanto maior o viés cientificista, maior o prestígio acadêmico – e profissional. Por outro lado, o trabalho do arquiteto tende a ser caracterizado como um trabalho criativo, de invenção, delimitado e estimulado por um processo permanente de negociação entre o desejo e a materialidade. Nossa premissa é que o procedimento adotado em um ateliê de projetos tende a se caracterizar como um processo baseado num tipo de saber específico constituído através de séculos de pratica profissional e pode ser fundado na pesquisa através da solução de problemas. A partir dessa constatação se pode comprovar que não há sentido em corroborar a ideia tradicional que afirma a existência de um abismo intransponível entre o saber profissional praticado nas disciplinas de um curso de arquitetura, e aquele outro posto em prática nas chamadas disciplinas científicas. Esse abismo separaria por suas margens o generalista e o especialista, como que representante de saberes distintos praticados através de métodos irreconciliáveis.

Abstract

Assunto

Arquitetura, Projeto arquitetônico

Palavras-chave

Ensino de Arquitetura, Criatividade, Interdisciplinaridade, Ensino de Projeto

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Curso

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https://enanparq2016.files.wordpress.com/2016/09/s02-01-campomori-m.pdf

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