O que nos diz os estudos que utilizam a dança como uma estratégia de intervenção para crianças adolescentes e adultos jovens com Síndrome de Down: uma revisão de escopo
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Monografia de especialização
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Primeiro orientador
Membros da banca
Ricardo Rodrigues de Souza Júnior
Deisiane de Oliveira Souto
Deisiane de Oliveira Souto
Resumo
Introdução: A dança é uma das formas mais primitivas de comunicação e expressão humana. Dançar é uma experiência multissensorial que envolve os diversos sentidos, bem como as sensações proprioceptivas e vestibulares. A dança é uma forma universal cultivada de expressão humana em várias formas e funções, sua origem está intrinsecamente ligada às interações sociais, e acredita-se que exista em formas semelhantes em diferentes culturas. Há na literatura estudos que utilizaram a dança como meio terapêutico em diferentes condições de saúde, a dança também é descrita como meio de prevenção de doenças e promoção de saúde. Indivíduos com SD podem apresentar diferentes disfunções e limitações, dentre elas temos complicações musculoesqueléticas, cardíacas, déficits visuais e de audição, entre outros distúrbios. O conhecimento sobre os benefícios da dança como uma possível intervenção para crianças e adolescentes com SD se faz necessário não apenas pelas deficiências da estrutura e função do corpo apresentadas, mas também pelos fatores relacionados ao desenvolvimento das habilidades sociais, o desenvolvimento cognitivo e a inclusão destes indivíduos. Objetivo: o objetivo deste estudo foi revisar as características dos estudos sobre intervenções por meio da dança em crianças, adolescentes e jovens adultos com SD, avaliar a qualidade dos estudos e categorizar os desfechos dos estudos de acordo com a estrutura da CIF. Métodos: estudo do tipo revisão de escopo, selecionou estudos publicados em inglês e português até maio de 2022, sem restrição de data, foram pesquisados em diferentes bases de dados, sendo elas Medline/PubMed, Embase, Cochrane, Lilacs, Scielo, PEDro. Foram extraídas características dos estudos, informações dos periódicos, características da amostra, características das intervenções, domínios da CIF a partir dos componentes e desfechos das intervenções. Para caracterizar as evidências, os estudos foram classificados de acordo com os níveis de evidência do Centro de Medicina Baseada em Evidência de Oxford. Resultados: foram incluídos dez estudos nesta revisão de escopo, em relação ao tipo de estudo apenas 3 estudos foram do tipo série/relato de casos, os outros 7 estudos selecionados são ensaios clínicos. Os níveis de evidência dos estudos foram classificados na maioria dos estudos no nível 3 (50%), nível 4 (30%) e nível 2 (20%). O estudo mais recente selecionado nesta revisão foi publicado em 2021 e o mais antigo em 1989, a maioria dos estudos (70%) foram publicados na última década entre 2011-2021. Os desfechos investigados abordaram estrutura e função do corpo (50%), atividade (70%), participação (20%) e os fatores contextuais (0%), dois estudos avaliaram a qualidade de vida. Conclusão: Esta revisão mostrou que a quantidade de pesquisas sobre a dança como intervenção em crianças, adolescentes e adultos com SD é baixa. O enfoque dos estudos foi na redução das deficiências relacionadas a estrutura/função corporal e das limitações das atividades, apresentando atenção mínima a participação e fatores contextuais (pessoais e ambientais) dos indivíduos com SD. Estudos de intervenção bem planejados podem facilitar a prática baseada em evidência e melhorar o acesso a evidência de qualidade.
Abstract
Assunto
Síndrome de Down, Dança, Classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde, crianças, Adolescentes
Palavras-chave
Síndrome de Down, Dança, Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde, Criança, Adolescente