Neuroplasticidade e depressão: contribuições do neurofeedback para a modulação da atividade cerebral
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Juliana da Silva Brandi Oliveira
Jennifer Diniz Soares Guimarães
Pablo Leal Cardozo
Jennifer Diniz Soares Guimarães
Pablo Leal Cardozo
Resumo
Os transtornos depressivos constituem uma condição neuropsiquiátrica complexa e
heterogênea, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar dos avanços
em tratamentos farmacológicos e psicoterápicos, uma parcela significativa de pacien-
tes não responde adequadamente às terapias convencionais, o que exige a busca por
intervenções inovadoras. O neurofeedback (NF) emerge como uma promissora abor-
dagem terapêutica, não invasiva e baseada em mecanismos neurobiológicos, que per-
mite os indivíduos a modular diretamente a atividade cerebral. O objetivo deste traba-
lho foi analisar as contribuições do neurofeedback para a modulação da atividade ce-
rebral em indivíduos com TDM, com ênfase nas implicações relacionadas à neuro-
plasticidade, a partir de uma revisão da literatura científica, que incluiu estudos clíni-
cos, meta-análises e revisões sistemáticas publicadas entre 2010 e 2025. O neuro-
feedback tem se mostrado uma técnica promissora na redução de sintomas depressi-
vos, ansiedade e ruminação, com os achados organizados em três eixos principais.
Em termos de efeitos clínicos e comportamentais, a técnica pode modular a amígdala
e o córtex pré-frontal, o que aumenta a flexibilidade afetiva e diminui o pensamento
negativo, apresentando resultados superiores quando usada como terapia comple-
mentar. No eixo neurofisiológico, a técnica propõe a plasticidade cerebral ao permitir
que os pacientes aprendam a modular redes neurais disfuncionais, sendo sua eficácia
dependente de padrões complexos de ativação de redes, e não apenas de regiões
isoladas. Por fim, no nível de processos moleculares, os efeitos do tratamento suge-
rem que ele pode influenciar a modulação do sistema Locus Coeruleus (LC) - norepi-
nefrina e a expressão de fatores neurotróficos, como o BDNF, que são cruciais para a
neuroplasticidade. Em conclusão, o neurofeedback pode ser uma intervenção promis-
sora para o tratamento da depressão. Apesar de desafios como a diversidade de pro-
tocolos e amostragem pequena, os achados sugerem sua viabilidade e eficácia da
técnica.
Abstract
Depressive disorders constitute a complex and heterogeneous neuropsychiatric con-
dition that affects millions of people globally. Despite the advances in pharmacological
and psychotherapeutic treatments, a significant proportion of patients do not respond
adequately to conventional therapies, requiring the search for innovative interventions.
Neurofeedback (NF) is emerging as a promising non-invasive therapeutic approach
based on neurobiological mechanisms, enabling individuals to directly modulate brain
activity. The aim of this study was to analyze the contributions of neurofeedback to
modulate brain activity in individuals with MDD, emphasizing its role in neuroplasticity.
Based on a scientific literature screen, which included clinical studies, meta-analyses,
and systematic reviews published between 2010 and 2025, neurofeedback has shown
to be a promising technique in reducing depressive symptoms, anxiety and rumination,
with findings being divided in three axes. In terms of clinical and behavioral effects,
this technique can modulate the amygdala and prefrontal cortex, increasing affective
flexibility and decreasing negative thinking, yielding superior results when used as a
complementary therapy. Neurophysiologically, this technique proposes brain plasticity
by allowing patients to learn to modulate dysfunctional neural networks, with its effec-
tiveness depending on complex patterns of network activation, not only taking place in
isolated brain regions. Finally, at the molecular level, this treatment's effects suggested
it may influence the modulation of the LC-norepinephrine system and the expression
of neurotrophic factors, such as BDNF, which are crucial for neuroplasticity. In conclu-
sion, neurofeedback may be a promising intervention to treat depression. Despite chal-
lenges such as the protocols diversity and small sample sizes, these findings suggest
this technique viability and efficacy.
Assunto
Neurociências, Transtorno Depressivo Maior, Neurofeedback, Neuroplasticidade, Amígdala Cerebral
Palavras-chave
Neurofeedback, Biofeedback, Neuroplasticidade cerebral, Transtorno depressivo maior e fMRI
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